
Ronaldo Carvalho, natural de Alagoas, vive há duas décadas em situação de rua na Praça do Patriarca, em São Paulo. (Foto: Instagram)
Ronaldo Carvalhos, natural de Alagoas, vive nas ruas há duas décadas após descobrir a traição da ex-companheira com seu irmão. Ele relata que, para evitar um confronto fatal, optou por deixar sua casa e caminhar do Nordeste até São Paulo durante seis meses, em busca de doações e trabalho.
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Ao longo do percurso, Ronaldo passou por Bahia e Minas Gerais antes de alcançar São Paulo. Ele recorda que pedia comida nas residências, mas quando não conseguia doações, sobrevivia apenas com água da estrada.
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Desde sua chegada, Ronaldo dorme na Praça do Patriarca, em frente ao gabinete do prefeito Ricardo Nunes. Ele se alimenta com doações e utiliza o Centro POP da prefeitura para tomar banho.
Ronaldo, que já trabalhou como ajudante de pedreiro, conseguiu um emprego em São Paulo, mas voltou ao desemprego após o término da obra.
Além da fome e do desemprego, Ronaldo enfrenta o preconceito. Ele relata que muitas pessoas preferem atravessar a rua para evitar passar perto dele.
Apesar das dificuldades, Ronaldo sonha em ter sua própria casa um dia. “Se Deus quiser, um dia teremos uma casinha”, afirma ele.
Assim como Ronaldo, centenas de pessoas em situação de rua se reúnem na Praça do Patriarca para receber doações. Entidades humanitárias distribuem alimentos, água e roupas, mas a população se sente invisível para a administração municipal.
O pastor Luciano Escala, do Instituto Viver na Bênção, realiza doações na praça há uma década. Ele observa que muitos apenas pegam a comida, enquanto outros buscam oração e diálogo.
A ONG é formada por pessoas simples e atua como "pobres ajudando quem está em situação ainda mais difícil". Luciano critica a incoerência da prefeitura em relação à população de rua.
Além do Instituto Viver na Bênção, a Associação Beneficente e Comunitária do Povo também apoia a população de rua na Praça do Patriarca, distribuindo alimentos há 18 anos.


