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Como apreensão de drogas em SP revelou “núcleo político” do PCC

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Policiais civis participam da Operação Contaminatio em São Paulo (Foto: Instagram)

A apreensão de entorpecentes em uma cidade na região metropolitana de São Paulo em 2023 deu início a uma investigação que desvendou um núcleo político dentro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Essa descoberta levou à prisão de um ex-vereador de Santo André durante a Operação Contaminatio na última segunda-feira (27/4).

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O caso começou a se desenrolar em 9 de junho de 2023, quando policiais militares, após receberem uma denúncia anônima, localizaram Edivaldo Raimundo dos Santos em uma residência no bairro Vila Ursulina, em Itaquaquecetuba. A casa, de acordo com a denúncia, funcionaria como um depósito de drogas.

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No local, os policiais prenderam Edivaldo e encontraram Fabiana Manzini, que alegou estar ali apenas para alugar o imóvel. Foram apreendidos 8kg de cocaína e 18kg de maconha. Edivaldo foi detido, enquanto Fabiana foi liberada.

Durante as investigações, foi descoberto que Fabiana tinha ligação direta com as drogas e era esposa de Anderson Manzini, conhecido como Gordo, membro do PCC preso há mais de 20 anos. Anderson tinha proximidade com Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, ex-alto membro do PCC.

Essas informações resultaram na prisão de Fabiana em outubro de 2023. Na casa dela, em Praia Grande, os policiais apreenderam dois celulares que revelaram suas conexões no crime e na política.

A análise dos celulares trouxe à tona João Gabriel de Mello Yamawaki, primo de Anderson Manzini e responsável pela fintech 4TBANK. Ele trocava mensagens com Fabiana sobre estratégias para eleger pessoas ligadas ao PCC nas eleições de 2024.

Nas conversas, João Gabriel solicitou a Fabiana que discutisse com seu marido as articulações para campanhas de vereadores em cidades como Ubatuba, Mogi das Cruzes e Santo André, mencionando nomes a serem apoiados.

Para Santo André, João Gabriel citou Thiago Rocha, ex-vereador do PSD preso na segunda-feira, como alguém conhecido por "Beiço", ou Márcio Barbosa da Silva, líder do PCC no ABC paulista.

As mensagens também revelaram um esquema de lavagem de dinheiro do PCC através do 4TBANK, levando à Operação Decurio em agosto de 2024, que prendeu 13 pessoas, incluindo João Gabriel.

A Operação Contaminatio revelou mais detalhes a partir das apreensões anteriores.

A Polícia Civil descobriu que João Gabriel, Thiago e outros formaram um "núcleo político" do PCC para explorar recursos públicos e cometer crimes contra a administração pública.

Os documentos da investigação, liderada pelo delegado Fabrizio Intelizano, mencionam que Thiago se comunicava com políticos de várias cidades em nome do 4TBANK.

O objetivo do grupo era processar os boletos das prefeituras através da fintech 4TBANK, usada para lavar dinheiro do PCC. Eles também buscaram aproximação com o Palácio dos Bandeirantes durante a gestão João Doria.

Um documento de Thiago para João Gabriel em 2021 mencionava "reuniões de aproximações" com políticos da época.

Entre os citados estavam Pedro Seno, Pedro Oliveira, Samuel Oliveira, Matheus Tonella, e Gabriel Micelli, do Polo Tecnológico de Santos.

Gabriel Micelli também foi mencionado em uma conversa de 16 de fevereiro de 2021, quando Thiago enviou uma foto com ele, afirmando: "Santos no mapa, nosso mapa eleitoral".

O Metrópoles não conseguiu contato com Miceli para comentar. Em nota, a Prefeitura de Santos declarou não ser alvo da Operação Contaminatio e não ter relação com o 4TBANK.

A defesa de Thiago nega qualquer ligação com o PCC, destacando seu papel político no ABC paulista e afirmando que ele colaborou com as investigações desde o início, considerando a prisão ilegal.

Além de Thiago, outros investigados foram presos na Operação Contaminatio, como Joel Ferreira De Souza e Victor Augusto Veronez De Souza, ligados ao tráfico, e Adair Meira, suspeito de lavar dinheiro por meio da fintech do PCC.

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