
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Rodrigo Pacheco em evento em Brasília (Foto: Instagram)
Belo Horizonte e Brasília – A rejeição de Jorge Messias pelo Senado para uma vaga no STF foi um revés significativo para o governo de Lula (PT) e já está impactando o cenário eleitoral.
Em Minas Gerais, um estado crucial para as eleições onde o presidente enfrenta dificuldades para consolidar apoio, a situação se complicou para o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que até então era o principal nome de Lula para a disputa ao governo estadual.
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O resultado da votação que rejeitou Messias – 42 votos contra e 34 a favor – surpreendeu o governo, que esperava ter ao menos os 41 votos necessários para a aprovação. Desde então, busca-se identificar culpados e traidores, e uma parte do governo começou a desconfiar de Pacheco.
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O senador mineiro tem uma relação estreita com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que é visto pelos governistas como o principal responsável pela articulação que levou à derrota do indicado de Lula ao Supremo.
Pacheco desejava a vaga no STF, mas foi preterido por Lula, que aposta nele para uma dobradinha eleitoral em Minas. Alcolumbre e outras lideranças do Congresso também queriam Pacheco no STF, e a insistência de Lula em Messias explica em parte a rejeição.
Apesar da desconfiança, Pacheco afirma que a questão do STF é "página virada" e garante que apoiou Messias publicamente. Recém-filiado ao PSB, ele assinou uma nota da bancada em apoio a Messias, almoçou e tirou fotos com o indicado de Lula.
Mesmo assim, Pacheco não revelou seu voto. Ele argumenta que nunca divulga como vota em decisões secretas.
As declarações de Pacheco, contudo, não convencem todos os aliados de Lula, nem em Brasília, nem em Minas. A "timidez" de Pacheco em construir uma candidatura ao governo de MG já era motivo de preocupação, e agora a situação piorou.
Ninguém acredita que tudo está perdido, mas petistas começam a considerar alternativas ao plano principal de Lula para Minas, onde 16 milhões de votos estão em disputa.
Uma dessas alternativas é a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), mas ela está trabalhando uma pré-candidatura ao Senado e afirma não querer disputar o governo.
O PT enfrenta um momento de fragilidade em Minas, e a desconfiança em torno de Pacheco é vista como um problema crescente para o entorno de Lula. As articulações deverão se intensificar em maio para evitar um cenário crítico em junho, próximo ao fim dos prazos eleitorais.


