
BH intensifica fiscalização com nova geração de radares (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – A instalação de novos radares de trânsito na capital mineira e no Anel Rodoviário resultou em um aumento significativo na arrecadação de multas. Em 2025, a prefeitura obteve R$ 152,3 milhões, superando em R$ 2,7 milhões o total de 2024, que foi de R$ 149,6 milhões.
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O crescimento na arrecadação está relacionado à expansão dos equipamentos de controle. Somente em 2025, foram colocados 155 novos radares, incluindo novos pontos e substituições de equipamentos antigos ou danificados. Atualmente, a gestão contabiliza radares em 195 locais de fiscalização, incluindo trechos do Novo Anel Rodoviário, que está em modernização e deve receber mais 40 equipamentos.
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De acordo com a prefeitura, alguns dos radares ainda estão em fase de homologação, enquanto a troca dos antigos continuará até o final de 2026. Os dispositivos são capazes de monitorar múltiplas infrações simultaneamente, como excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho e invasão de faixa exclusiva.
A expansão dos radares avança rapidamente. Apenas em 2026, até o início de março, já foram ativados 143 dispositivos — uma média de mais de dois radares por dia. Em muitos locais, há mais de um radar para fiscalizar diferentes faixas ou tipos de infração.
O reforço também se estende ao Anel Rodoviário, um trecho de 22,4 quilômetros entre o bairro Olhos D’Água e a Avenida Cristiano Machado, considerado um dos mais críticos da capital. A via concentra um número significativo de acidentes graves, o que levou ao aumento do controle de velocidade.
O prefeito Álvaro Damião (União) defende a política de ampliação dos radares e rebate as críticas de que a medida visa apenas arrecadação.
“Ah, isso é pra arrecadar? Nada! O valor que se arrecada com multas de radar, é irrisório”, afirmou ele.
Damião também ressaltou que os recursos têm destinação obrigatória. Segundo a legislação, os valores são aplicados exclusivamente em sinalização viária, engenharia de tráfego, fiscalização e educação de trânsito, conforme o art. 320 do Código de Trânsito Brasileiro – CTB. Além disso, 5% dos recursos do FTU são destinados ao Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (FUNSET).
“Todo ele vai para infraestrutura de mobilidade urbana em Belo Horizonte. Então não é dinheiro que a prefeitura pega para fazer outra coisa, não”, diz o prefeito de BH.
Ainda, segundo Damião, estudos da prefeitura indicam que, nos últimos cinco anos, 174 pessoas morreram nas dez principais avenidas da capital. No mesmo período, o Anel Rodoviário registrou 180 mortes. “Eu tenho que preservar a vida. Tenho que controlar a velocidade. A população aprova porque diminui o número de acidentes e de mortes”, concluiu.
A nova geração de radares adotada pela prefeitura vai além do controle de velocidade. Os dispositivos são capazes de identificar diferentes infrações simultaneamente, ampliando o monitoramento nas vias da capital.
Entre os principais tipos estão:
- Controlador de Excesso de Velocidade (CEV)
- Detector de Avanço de Sinal Vermelho (DAS)
- Detector de Parada sobre a Faixa de Pedestres (DPFP)
Há ainda radares voltados para infrações específicas, como
- Detector de Invasão de Faixa Exclusiva (DIF)
- Detector de Tráfego em Local ou Horário Proibido (DTLP)
- Detector de Conversão Proibida (DCP) – voltado principalmente para caminhões
Parte dos equipamentos é do tipo “conjugado”, ou seja, consegue fiscalizar duas ou até três infrações ao mesmo tempo no mesmo ponto, como avanço de sinal, parada irregular e conversões proibidas.
Dados históricos reforçam o argumento da administração municipal. Apesar do crescimento da frota — que saltou de cerca de 655 mil veículos em 1999 para mais de 2,7 milhões em 2024 —, o número de mortes no trânsito caiu cerca de 59% no período, enquanto os atropelamentos tiveram redução de 72%.
Para a prefeitura, a ampliação dos radares faz parte de uma estratégia de longo prazo para reduzir acidentes e tornar o trânsito mais seguro, especialmente em áreas com maior risco e fluxo intenso de veículos.


