
Encontro adiado: Lula e Trump ainda sem data na Casa Branca (Foto: Instagram)
A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington para um encontro com Donald Trump na Casa Branca, inicialmente planejada para março, ainda não foi realizada.
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O Palácio do Planalto e assessores de Lula explicam o "atraso" devido ao foco de Trump no conflito entre EUA e Irã, que tem ocupado a agenda do presidente americano. Contudo, a guerra no Oriente Médio não impediu Trump de se encontrar com outros líderes internacionais na Casa Branca.
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Desde 28 de fevereiro, quando ocorreu a ação conjunta entre EUA e Israel contra o Irã, Trump já recebeu quatro chefes de Estado em Washington: Friedrich Merz, da Alemanha, em 3 de março; Micheál Martin, da Irlanda, em 17 de março; Takaichi Sanae, do Japão, em 19 de março; e Rei Charles III e rainha Camila do Reino Unido, em 13 de abril.
O último contato entre Lula e Trump foi uma ligação telefônica em 26 de janeiro, onde combinaram uma visita do brasileiro aos EUA. Entretanto, até o momento, o encontro não ocorreu e, segundo fontes próximas a Lula, não há previsão para a visita.
A relação entre os dois líderes esfriou após o telefonema. Desde o início da guerra no Irã, Lula voltou a adotar um discurso crítico a Trump, de olho nas eleições deste ano.
Na noite de quarta-feira (22/4), Lula elogiou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pela retirada das credenciais de um agente de imigração dos EUA em Brasília. Lula afirmou que a ação segue o princípio da reciprocidade, destacando que o Brasil respondeu de forma equivalente a uma ação anterior dos EUA.
A decisão da PF foi após o governo Trump solicitar a retirada do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho dos EUA. Carvalho atuava junto ao ICE e participou da prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem em solo americano.
A visita de Lula a Trump está em negociação desde o primeiro encontro em setembro do ano passado, durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York. Na ocasião, Trump afirmou ter tido uma "química" com Lula. Em outubro, encontraram-se pessoalmente na Malásia.
Em janeiro, os dois conversaram por quase uma hora sobre conflitos mundiais, tarifas dos EUA ao Brasil e a visita de Lula aos EUA.
A visita, planejada para março, ainda não ocorreu, mas as tratativas ajudaram a amenizar a tensa relação Brasil-EUA, agravada por tarifas a produtos brasileiros e a proximidade de Trump com a família Bolsonaro.
Apesar do clima amistoso, o encontro entre Lula e Trump não se concretizou. Nas últimas semanas, Lula retomou críticas a Trump, mirando nas eleições de outubro.
As últimas semanas foram marcadas por críticas de Lula a Trump. O ataque coordenado entre EUA e Israel contra o Irã aumentou a tensão no Oriente Médio. Lula criticou Trump nominalmente, e durante uma turnê pela Europa, declarou que o mundo "não pode se curvar" a quem faz guerras.
Lula ironizou o desejo de Trump de ganhar um Nobel da Paz, dizendo que seria bom dar o prêmio a Trump para acabar com as guerras e trazer paz ao mundo. A estratégia visa as eleições de outubro, onde Lula busca um quarto mandato.
Lula afirmou que uma intervenção de Trump nas eleições brasileiras poderia ajudá-lo, mencionando que o vice-presidente de Trump fez campanha para Viktor Orbán na Hungria. Pesquisas mostram que Lula viu um aumento na popularidade após tarifas e sanções dos EUA, permitindo-lhe adotar um discurso nacionalista.
Simultaneamente, Lula criou um mote contra a família Bolsonaro, focando no ex-deputado Eduardo Bolsonaro, apontado como responsável por taxas e sanções impostas ao Brasil.


