
Ex-presidente em prisão domiciliar encara vigilância sob ataques de cães “caramelo” (Foto: Instagram)
A rotina dos policiais militares do Distrito Federal (PMDF) encarregados de vigiar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é marcada por improvisações, falta de estrutura e situações inusitadas, como ataques dos cães "caramelo" que vivem na residência, localizada em um condomínio no Jardim Botânico.
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De acordo com informações obtidas pela coluna Na Mira, os agentes permanecem na parte externa da casa, sem acesso ao interior da residência. A equipe se divide entre a frente e os fundos do imóvel, onde também estão presentes agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), encarregados da proteção de ex-presidentes.
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Dois cães sem raça definida, conhecidos como "vira-latas caramelo", circulam livremente pela propriedade e já atacaram policiais em duas ocasiões diferentes, segundo fontes policiais.
A presença constante dos cães, que nunca ficam presos, dificulta a movimentação e aumenta o nível de alerta durante o serviço.
A operação enfrenta também limitações básicas. Os policiais não têm estrutura adequada para longas permanências. Existe apenas um banheiro nos fundos da casa, usado de forma restrita.
Sem abrigo apropriado, muitos permanecem na garagem ou em áreas externas, expostos ao clima e sem espaço para descanso. "Não há estrutura. Ficamos basicamente na rua ou na garagem. É uma situação bem complicada", relatou uma fonte ouvida pela coluna.
O cumprimento da prisão domiciliar inclui duas exigências principais: comparecimento periódico ao responsável pela equipe de serviço (um tenente designado) e apresentação formal ao chefe da equipe em horários determinados. Essas verificações são feitas diariamente e exigem atenção constante dos policiais.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, após alta hospitalar. Em casa, ele deve seguir uma série de regras determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por um período inicial de 90 dias, incluindo a proibição do uso de celular e de receber visitas.
A proibição visa "evitar risco de sepse e controle de infecções". Atualmente, moram com Bolsonaro sua esposa, Michelle Bolsonaro, a filha mais nova, Laura Bolsonaro, e a enteada, Letícia Firmino.
Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025, pela Primeira Turma do STF, a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma trama golpista para se manter no poder após a derrota eleitoral de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


