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BRB realizou 21 cobranças de dívida de R$ 1,6 bi do Master durante negociação de compra

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BRB cobra R$1,6 bi do Banco Master antes de veto do BC (Foto: Instagram)

O Banco de Brasília (BRB) enviou pelo menos 21 e-mails entre julho e agosto de 2025, cobrando o Banco Master por uma dívida que ultrapassava R$ 1,6 bilhão, enquanto aguardavam a decisão do Banco Central sobre a aquisição do Master pelo BRB.

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Os documentos obtidos com exclusividade pela coluna mostram a falta de interesse do banco de Daniel Vorcaro em resolver as pendências das carteiras vendidas anteriormente ao BRB.

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As reclamações começaram em fevereiro de 2025, quando o BRB descobriu que algumas carteiras eram problemáticas e criou um Grupo de Trabalho, que apontou uma pendência de R$ 1,3 bilhão em repasses devidos pelo Master até março de 2025 e outra pendência relacionada à “qualidade documental” das carteiras, já que não era possível verificar se elas tinham lastro.

Em abril, parte da dívida foi quitada, reduzindo-se a R$ 65 milhões. No mesmo mês, as partes acordaram um novo fluxo de pagamento, com parcelas de R$ 15 milhões, que começaram a vencer em 28 de abril. Contudo, o acordo não foi cumprido.

Quando a gerente do BRB, Ludmyla Bastos, escreveu ao Master pela primeira vez reclamando da dívida, o calote já era de R$ 456 milhões, sem contar a multa de 2% e juros de 1% ao mês. Alberto Felix de Oliveira Neto, do Master, respondeu após a terceira cobrança, prometendo que os valores seriam pagos ainda em julho.

A partir do oitavo e-mail de cobrança, o BRB também começou a reclamar que o Master nunca havia enviado o relatório de auditoria que o banco de Vorcaro havia prometido contratar para atestar a qualidade das carteiras. “Precisamos do relatório assinado pela auditoria externa. Qual é a previsão de envio?”, perguntou o Banco de Brasília mais de 10 vezes, sem resposta.

Entre os valores devidos pelo BRB, o Master também incluiu um montante relativo a “contratos de clientes falecidos anteriormente à cessão junto ao BRB”. Ou seja, dívidas de pessoas falecidas, que o Master havia transferido para o parceiro.

Somente após a 20ª cobrança, em 12 de agosto, o Master respondeu novamente, informando que pagaria R$ 353 mil. Três dias depois, a dívida ultrapassou R$ 1,6 bilhão.

PONTOS CRÍTICOS
Enquanto a dívida aumentava, o BRB continuou comprando carteiras do Master. Em 21 de agosto, o diretor executivo de Finanças e Controladoria, Dario Oswaldo Garcia Junior, e outros dirigentes assinaram uma nota executiva propondo à Diretoria Colegiada a compra de mais R$ 750 milhões em carteiras de crédito do Master.

No documento, eles mencionam os seguintes pontos críticos do negócio:

  • a pendência de repasse de R$ 1,029 bilhão pelo Banco Master;
  • a necessidade de comprovação de averbação dos contratos, mesmo que por amostragem;
  • o elevado risco de inadimplência, com perda esperada média de 15,06%;
  • e os impactos sobre indicadores de liquidez e capital do BRB.

A área de risco alertou que o negócio poderia trazer problemas ao BRB junto ao Banco Central: “Diante da relevância e natureza da pendência, destaca-se a necessidade de regularização tempestiva, uma vez que tal situação pode ser interpretada pelo órgão regulador como operação com características de crédito. Isso pode resultar em aumento da exposição concentrada junto ao Banco Master e, consequentemente, na constituição de provisões adicionais, com impacto negativo no resultado do conglomerado”.

Os documentos acessados pelo Metrópoles não indicam se o valor foi pago, nem de que forma. A compra do Master pelo BRB foi vetada pelo Banco Central dias depois e comunicada em 3 de setembro de 2025. Após isso, o BRB parou de adquirir carteiras de varejo do Master. Ambos continuaram negociando este tipo de ativo, mas na modalidade de “substituição” de carteiras problemáticas compradas anteriormente.

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