A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou o registro de dois casos de hantavírus no Paraná, um em Pérola d’Oeste e outro em Ponta Grossa. Segundo o órgão, outros 21 casos suspeitos foram descartados e 11 continuam em investigação.
O alerta foi divulgado após a Organização Mundial da Saúde (OMS) informar casos e mortes por hantavirose em um navio de cruzeiro que seguia da Argentina para Cabo Verde.
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Além dos casos confirmados neste ano nos municípios de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa, a secretaria informou que também houve um caso confirmado anteriormente em Cruz Machado.
De acordo com a Secretaria da Saúde, a doença permanece sob controle no estado e segue sendo monitorada continuamente pelas equipes de vigilância.
O secretário estadual da Saúde, César Neves, afirmou que a rede pública está preparada para lidar com possíveis ocorrências da doença. “A hantavirose é uma doença monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa. Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar com rapidez qualquer suspeita da doença”, declarou.
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Em nota divulgada pela secretaria, o governo estadual afirmou que os casos identificados no Paraná não possuem relação com as contaminações registradas no navio de cruzeiro MV Hondius, que está em direção à Espanha.
“A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) informa que os casos de hantavírus confirmados no Paraná em 2026 não têm relação alguma com o episódio do cruzeiro. Eles foram identificados em Pérola d’Oeste (abril) e Ponta Grossa (fevereiro). Outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação. Não há registro da circulação do vírus Andes no Paraná, que tem transmissão viral, de pessoa para pessoa, como os casos confirmados pela OMS. Os casos identificados no Estado são da cepa silvestre, transmitida por meio de animais silvestres (roedores). Não há qualquer surto registrado. A Sesa faz o monitoramento permanente da circulação do hantavírus no Estado, com vigilância ativa (pesquisa ecoepidemiológica) de roedores silvestres em áreas rurais com confirmação de caso em humano e reforça que a doença está controlada no Estado, sem qualquer motivo para preocupação”, informou a secretaria à CNN.


