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STJ condena Gladson Cameli, ex-governador do Acre, a 25 anos de prisão por corrupção

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Gladson Cameli durante encontro oficial em Brasília. (Foto: Instagram)

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, nesta quarta-feira (6/5), o ex-governador do Acre, Gladson Cameli (PP), a 25 anos e 9 meses de reclusão, em regime fechado, por crimes como corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro, peculato e fraudes em licitações.

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Cameli é acusado de liderar um suposto esquema que causou um prejuízo de R$ 11,7 milhões aos cofres públicos do estado. No entanto, a pena ainda não será cumprida imediatamente, pois cabe recurso. Cameli, que foi governador do Acre por dois mandatos, renunciou ao cargo em abril deste ano para se candidatar ao Senado.

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CONTRATAÇÃO DE CONSTRUTORA
De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Cameli teria se envolvido diretamente em um esquema de fraude na contratação da construtora Murano Construções, que teria ligação com seu irmão, para realizar obras viárias no Acre.

O contrato foi firmado em 2019 com a Secretaria de Infraestrutura e do Desenvolvimento Urbano do Acre. Inicialmente, o contrato visava a manutenção de prédios públicos, mas foi ampliado para incluir grandes obras viárias. No dia seguinte à assinatura, a construtora associou-se a uma empresa ligada ao irmão de Cameli.

SUSPEITA DE SUPERFATURAMENTO E DESVIO
A denúncia do MPF sugere que a Murano foi usada como intermediária para desviar recursos em benefício do ex-governador e sua família, através de sobrepreço e superfaturamento dos serviços.

O valor pago à construtora excedeu em mais de 50% o valor contratado, segundo o MPF. O dinheiro desviado foi supostamente usado para beneficiar integrantes da organização criminosa e investido na compra de imóveis e veículos.

Outras empresas familiares também foram utilizadas para dificultar o rastreamento do dinheiro. O MPF afirma que o grupo agia de forma organizada, com o auxílio de agentes públicos nomeados por Cameli.

Oito ministros do STJ acompanharam o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, que acolheu o pedido do MPF. A ação penal está ligada às Operações Ptolomeu e Murano, que investigaram suspeitas de corrupção em contratos do governo do Acre.

Além da prisão, o ex-governador terá que pagar uma multa de R$ 11,7 milhões como indenização pelos crimes. O julgamento começou no final do ano passado, mas foi suspenso por um pedido de vista do ministro João Otávio de Noronha.

O QUE DIZ GLADSON CAMELI?
Em suas redes sociais, o ex-governador comentou sobre a condenação pelo STJ.

“Recebi com serenidade e respeito o resultado da votação realizada nesta quarta-feira, dia 6, no Superior Tribunal de Justiça. Entendo o rito jurídico da Corte e, com base nesse respeito, recorrerei da decisão à instância superior — o Supremo Tribunal Federal —, direito assegurado pela legislação brasileira em vigor”, afirmou.

Cameli também destacou que a fase atual da ação no STF “não altera” sua confiança no resultado final da Justiça. “Apenas renova minha disposição em representar os acreanos. O eleitor do nosso estado merece ter sua escolha no voto respeitada. Ninguém pode ganhar no tapetão”, declarou.

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