
Mãe de soldado morto por fogo amigo na PMDF tem pedido de pensão negado (Foto: Instagram)
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) negou a concessão de pensão à mãe do soldado Yago Monteiro Fidélis, que faleceu tragicamente durante o serviço após ser baleado na cabeça por um sargento da mesma corporação, que depois cometeu suicídio.
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O incidente ocorreu dentro de uma viatura no Recanto das Emas, em janeiro de 2024. A mãe do soldado, que não deixou esposa ou filhos, está atualmente buscando seus direitos na Justiça para receber a pensão.
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Na tarde de 14 de janeiro de 2024, Yago Monteiro Fidélis, que fazia parte da corporação desde 2020, foi morto em serviço em uma ocorrência que foge dos padrões habituais de mortes policiais.
Diferente dos frequentes confrontos armados contra criminosos, o caso foi um exemplo de "fogo amigo". Yago foi morto pelo segundo-sargento Paulo Pereira de Souza, que se matou logo após o disparo.
Informações indicam que o sargento tinha um histórico de problemas de saúde mental. Mesmo após avaliação médica, ele foi liberado para o serviço operacional. Durante o patrulhamento, ele atirou na nuca do colega e cometeu suicídio.
A corporação assumiu responsabilidade pelo ocorrido, promovendo o soldado a cabo "post mortem" e concedendo-lhe a Medalha Cruz e Sangue. No entanto, a família considera que a negativa em conceder a pensão à mãe do soldado é um ato político, já que ela não recebeu direitos previstos em lei, como pensão, férias proporcionais, licença especial e auxílio funeral.
A decisão de negar a pensão foi do setor de veteranos e pensionistas da corporação, causando indignação. O advogado da família, Marcos Jorge, criticou a postura da instituição, afirmando que é inadmissível negar direitos básicos à mãe do soldado, que morreu em serviço em circunstâncias extremas.
Yago Monteiro Fidélis começou sua trajetória na segurança pública antes de entrar na PMDF. Em 2016, ele foi aprovado em concurso para o Corpo de Bombeiros Militar do DF, mas optou por seguir seu sonho de ser policial militar.
A escolha de Yago revelava sua vocação e compromisso com a carreira. Ser policial era mais que uma profissão para ele — era um propósito de vida. Ao entrar na corporação, ele cumpriu todos os requisitos, mas não tinha dependentes legais. Ainda assim, isso não deveria impedir o reconhecimento do direito da mãe à pensão, conforme a legislação.
Em nota, a PMDF informou que o pedido de pensão foi analisado conforme os critérios legais e negado por falta de comprovação de dependência econômica, requisito indispensável segundo a legislação. A PMDF afirmou que pode reavaliar o pedido caso receba documentação que comprove os requisitos formais e legais necessários.


