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Família suspeita que morte de Valeska Barboza no DF foi planejada

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Valeska Barboza, de 36 anos, em foto divulgada pela família. (Foto: Instagram)

Familiares de Valeska Barboza, de 36 anos, buscam entender o que levou ao brutal assassinato da cuidadora de idosos em seu apartamento em Santa Maria (DF). O corpo da mulher trans foi encontrado na noite de sábado (25/4) com sinais de violência.

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A investigação do crime está a cargo da 33ª Delegacia de Polícia. Até a última atualização, nenhum suspeito havia sido detido pelo homicídio de Valeska.

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Valeska estava desaparecida desde quarta-feira (22/4). A polícia foi chamada após uma amiga notar seu sumiço e sentir um forte odor vindo do apartamento fechado.

O quarto onde o corpo foi encontrado estava coberto de sangue. A vítima foi atingida por um objeto perfurocortante.

Sandra Amâncio, irmã da vítima, relatou emocionada os dias que antecederam o crime e levantou suspeitas sobre a motivação. A autoria ainda não foi confirmada pela Polícia Civil do DF.

Segundo Sandra, Valeska havia acolhido um homem de São Paulo, tentando ajudá-lo a recomeçar. “Ela o trouxe para casa, ajudou a mandar currículos, mas ele parou de aceitar ajuda”, contou.

Valeska teria pedido que ele deixasse o local, o que pode ter motivado o crime, acredita a família.

Uma vizinha relatou ter ouvido uma discussão entre os dois na terça-feira (21/4), último dia em que Valeska foi vista.

“Uma vizinha ouviu a discussão, minha irmã pedindo para ele sair. Para nós, foi algo planejado”, disse Sandra. A família também relata que, após o desaparecimento, o suspeito continuou a responder mensagens no celular de Valeska até sexta-feira (24/4).

O corpo de Valeska foi encontrado após amigos e familiares estranharem a falta de contato. “Todos acharam estranho, ela nunca sumia. Um amigo começou a procurá-la, ninguém sabia onde estava. Foi quando a polícia entrou na casa”, relatou.

Sandra disse que objetos pessoais de Valeska, como notebook, documentos, celular e televisão, foram levados.

Descrita como “guerreira, alegre e comunicativa”, Valeska trabalhava como cuidadora de idosos e estudava enfermagem. “Ela era batalhadora, estava perto de comprar sua casa”, afirmou a irmã.

A vida de Valeska foi marcada por superações. Ainda bebê, foi resgatada e adotada pela família. “Ela sempre foi forte, lutou muito para chegar onde chegou”, disse Sandra.

O enterro de Valeska ocorrerá nesta terça-feira (28/4), no Cemitério Parque Memorial Novo Gama, às 15h.

“Muita gente gostava dela. É uma perda difícil, pela pessoa que foi. Queremos justiça”, lamentou Sandra.

Um ônibus gratuito sairá às 14h da quadra de esportes das Quadras 208/308 de Santa Maria para amigos e familiares que desejam se despedir.

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