Juliana Knust utilizou suas redes sociais para defender Juliano Cazarré, que está enfrentando críticas intensas após o lançamento de um curso chamado “O Farol e a Forja”, voltado para homens e abordando temas como masculinidade e cristianismo.
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Ao gravar um vídeo sobre o tema, a atriz questionou: “Desde quando falar de paternidade se tornou um problema? Um homem como Juliano Cazarré, pai de seis filhos, casado, trabalhador, religioso, um homem de bem, cria um encontro para discutir responsabilidade, presença, fé, saúde masculina. E isso é visto como uma ameaça?”, perguntou.
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Em seguida, Juliana Knust questionou por que a ideia de homens se unirem para se tornarem melhores causa tanto incômodo. Ela também ressaltou a importância de as mulheres fazerem o mesmo.
“Gente, tem algo muito estranho acontecendo. Preste atenção: quando nós, mulheres, nos reunimos para falar sobre nossas dores, nossa força, nossos direitos, isso é necessário. E é mesmo, é legítimo, é urgente, é inegociável. Sabemos do medo que existe, vivemos isso na pele, os números estão aí gritando, não dá para fingir que não existe. Mas justamente por isso, quando homens querem se reunir para serem melhores, por que isso incomoda?”, questionou.
A atriz continuou: “Existe uma diferença enorme entre homens que ferem, homens abusivos, controladores, machistas, narcisistas, completamente equivocados, e homens que estão tentando evoluir. Ignorar essa diferença não protege ninguém, muito pelo contrário”, afirmou.
A artista ainda comentou como um homem ausente e despreparado pode desestruturar uma família.
“Homem ausente machuca, homem despreparado desestrutura uma família inteira, homem que não sabe lidar com as próprias emoções vira um problema para si e para todos ao seu redor. E isso tem um impacto direto na vida das mulheres e dos filhos. Então, quando surge um espaço que fala de responsabilidade, de presença, de valores, de consciência, por que não conseguimos pelo menos ouvir?”, indagou.
E acrescentou: “Por que reagimos antes de tentar entender? Não é sobre passar pano para problema nenhum, muito pelo contrário. Muito menos sobre fortalecer homens para perpetuar uma violência. É exatamente o oposto disso. É sobre entender que fortalecer homens melhores faz parte da solução, e não o contrário”.
Juliana Knust concluiu:
“Eu vou dizer uma coisa para vocês: uma sociedade saudável, gente, não se constrói colocando um contra o outro. Se constrói quando todos evoluem juntos”, disse a atriz. Uma sociedade mais segura para mulheres também depende de homens mais conscientes, homens que sabem o lugar que ocupam, homens que sabem cuidar, que sabem respeitar, que sabem proteger sem ultrapassar. Homens que assumem responsabilidade. Isso protege filhos, fortalece famílias e muda o nosso futuro. Talvez o desconforto não esteja na proposta do Juliano, mas no espelho que ela coloca na frente de muita gente”, finalizou.


