
Celebrando o Dia do Chimarrão: tradição e bem-estar (Foto: Instagram)
Neste 24 de abril, o Brasil comemora o Dia do Chimarrão, uma data em homenagem à criação do primeiro Centro de Tradição Gaúcha (CTG 32). Vinda dos povos guaranis, a prática de compartilhar a cuia se tornou a segunda bebida mais consumida no Sul, ficando atrás apenas da água, com um consumo médio de 10 kg de erva-mate por pessoa ao ano.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
O hábito atravessa gerações e é refletido na cultura popular — como na música Chimarrão do grupo Os Monarcas: “Eu quero um chima, um chima, chimarrão / pra matar a sede da tradição”.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
Além do simbolismo social, a ciência mostra que o "amargo" preferido dos gaúchos é um poderoso alimento nutricional que protege o coração e acelera o metabolismo.
ENTENDA
-
Poder antioxidante: Composta por fenóis, a erva-mate combate o envelhecimento precoce e previne doenças cardiovasculares.
-
Energia e foco: A cafeína (mateína) na erva melhora a concentração e reduz a fadiga de forma mais gradual que o café.
-
Aliado do metabolismo: Seus compostos ajudam na queima de gordura e melhoram a sensibilidade à insulina, auxiliando no controle de peso.
-
Auxílio digestivo: O consumo estimula a produção de bile, facilitando a digestão após refeições pesadas, como o tradicional churrasco.
A CIÊNCIA POR TRÁS DA CUIA
Para a nutricionista Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, a erva-mate é um "superalimento" cultural. Ela destaca que a bebida oferece minerais essenciais como potássio, magnésio e manganês, importantes para a saúde óssea e muscular.
“A erva-mate possui uma combinação interessante de compostos bioativos. Os antioxidantes combatem os radicais livres, reduzindo o estresse oxidativo — um fator ligado a doenças crônicas”, afirma Taynara.
Diferente de outros estimulantes, o chimarrão é conhecido por manter o estado de alerta sem causar picos de agitação. Segundo a especialista, isso se deve à interação da cafeína com outros componentes da planta.
METABOLISMO E DIGESTÃO
Frequentemente acompanhando pratos calóricos, o chimarrão desempenha um papel estratégico na mesa dos brasileiros. A nutricionista aponta que a bebida tem efeito diurético e metabólico.
“Pesquisas indicam que seus compostos podem ajudar na queima de gordura e melhorar a sensibilidade à insulina. Além disso, o consumo moderado pode estimular a produção de bile e facilitar a digestão, especialmente após refeições volumosas”, explica a nutricionista.
ATENÇÃO À TEMPERATURA E MODERAÇÃO
Apesar dos benefícios, o hábito requer cuidado. Beber chimarrão muito quente pode ser prejudicial à saúde digestiva a longo prazo. Taynara enfatiza que o equilíbrio é fundamental para aproveitar as propriedades da erva sem contraindicações.
“O consumo excessivo, especialmente em altas temperaturas, pode irritar a mucosa do trato digestivo. Por conter cafeína, não é indicado exagerar, especialmente para pessoas sensíveis, gestantes ou com distúrbios do sono”, alerta a especialista.
Seja no chimarrão quente ou no tereré gelado, a erva-mate se firma como uma aliada do bem-estar, desde que integrada a um estilo de vida equilibrado e consciente.


