
Navio comercial retido no Estreito de Ormuz durante bloqueio dos EUA (Foto: Instagram)
As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram, nesta terça-feira (14/4), que nenhum navio conseguiu transpor o bloqueio naval estabelecido no Estreito de Ormuz. Durante as primeiras 24 horas, seis embarcações comerciais obedeceram às ordens para retornar a um porto iraniano no Golfo de Omã.
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A operação começou na segunda-feira (13/4), com a presença de 12 navios de guerra americanos na entrada do estreito, no Golfo de Omã. O objetivo, segundo comunicado das Forças Armadas dos EUA, é impedir a passagem de embarcações com origem ou destino a portos iranianos.
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O bloqueio envolve mais de 10 mil membros das forças armadas, incluindo marinheiros, fuzileiros navais e aviadores, além de dezenas de aeronaves de apoio e vigilância. Os EUA afirmam que a operação é conduzida de forma "imparcial", aplicando o bloqueio a embarcações de todas as nações que se dirigem aos portos iranianos.
Desde o início do conflito no Oriente Médio, Teerã passou a exigir taxas para a passagem pelo estreito. A nova ofensiva foi anunciada pelo presidente Donald Trump em resposta à decisão do Irã de restringir o tráfego marítimo em Ormuz.
O estreito é um ponto crucial para a economia global, pois cerca de 20% do petróleo mundial passa por lá. A decisão dos EUA de impor o bloqueio ocorreu após negociações falhadas com o governo iraniano, que visavam diminuir as tensões entre os dois países.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, intensificou a ofensiva diplomática ao conversar com líderes da Arábia Saudita e do Catar sobre o bloqueio dos EUA. Teerã classificou a medida como provocativa e alertou sobre riscos à estabilidade global.


