O americano Robert DuBoise passou 37 anos preso por um crime que não cometeu e só foi libertado em agosto de 2020, após exames de DNA comprovarem sua inocência, em Tampa. Ele havia sido condenado pelo estupro e assassinato de Barbara Grams, ocorrido em 1983.
DuBoise tinha 18 anos quando foi preso e, em 1985, foi condenado por assassinato em primeiro grau e tentativa de abuso após um julgamento que durou uma semana. A acusação se baseou no depoimento de um informante da prisão e em uma análise de marca de mordida que teria correspondido aos dentes do acusado.
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Inicialmente condenado à pena de morte, ele teve a sentença reduzida para prisão perpétua três anos depois pela Suprema Corte da Flórida.
A reviravolta no caso ocorreu décadas depois, quando novas evidências de DNA indicaram que DuBoise não tinha ligação com o crime e apontaram outros dois homens como responsáveis. A partir disso, ele foi libertado após quase quatro décadas de prisão.
Em 2021, DuBoise entrou com uma ação judicial contra a cidade de Tampa, policiais envolvidos no caso e o odontologista forense que testemunhou no julgamento. Segundo o processo, houve fabricação de provas e uso de técnicas inadequadas para sustentar a acusação.
O odontologista Richard Souviron negou as acusações. Já a cidade de Tampa também afirmou que não houve má conduta intencional por parte dos agentes.
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O Conselho da cidade aprovou um acordo que prevê o pagamento de cerca de R$ 70 milhões a DuBoise, dividido em três parcelas ao longo de três anos. Ao comentar a decisão, ele declarou: “Estou apenas grato”.
DuBoise também afirmou que espera que seu caso sirva de exemplo para outras pessoas que enfrentam situações semelhantes: “Eles obtenham justiça e possam seguir em frente sem ter que passar o resto de suas vidas lutando contra o sistema que já os prejudicou”.


