
Edifício Copan visto de baixo, em destaque seu contorno ondulado projetado por Oscar Niemeyer. (Foto: Instagram)
No coração de São Paulo, entre os muitos prédios que compõem um dos centros urbanos mais dinâmicos do Brasil, o Edifício Copan sobressai como um marco da arquitetura moderna nacional. Inaugurado em 1966, o Copan celebra seus 60 anos este ano e é o foco de um livro e documentário que destacam sua importância.
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O Copan, projetado pelo aclamado arquiteto Oscar Niemeyer, é a maior estrutura de concreto armado do país, com 115 metros de altura, 32 andares e uma área total de 120 mil metros quadrados. Composto por seis blocos, o edifício abriga 1.160 apartamentos de tamanhos diversos, além de mais de 70 estabelecimentos comerciais, onde estima-se que residam cerca de cinco mil pessoas.
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O escritor Victor Bonini e a diretora Carine Wallauer são os responsáveis por obras que homenageiam o Copan, inspirados por sua paixão pelo edifício. Bonini lança o romance fictício "Crime no Copan" pela Companhia das Letras no dia 25 de maio, enquanto Carine apresenta o documentário "Copan", que oferece um olhar íntimo sobre o cotidiano do prédio, com estreia marcada para 28 de maio.
"Crime no Copan" é um thriller que começa com uma noite trágica, desvendando uma rede de segredos ao longo de gerações. Bonini transforma o emblemático prédio de São Paulo em um cenário de investigação complexa, onde as aparências enganam. “Como paulistano, sempre fui fascinado pelo Copan e queria ambientar uma história ali. A trama conecta um crime de 2026 a outro ocorrido 50 anos antes, explorando como ecos do passado influenciam o presente”, comenta Bonini.
Na festa de 60 anos do Copan, uma celebração se transforma em tragédia com mortes e desaparecimentos misteriosos. À medida que a investigação avança, segredos antigos e relações obscuras vêm à tona. “Ao longo dos anos, problemas sociais foram camuflados, mas permanecem evidentes no centro da cidade. O Copan, sobrevivente dessas décadas e valorizado recentemente, se tornou um símbolo de gentrificação em um centro ainda degradado de São Paulo”, completa Bonini.
Carine Wallauer, que viveu no Copan por sete anos, captura o "magnetismo" do prédio em seu documentário, abordando histórias reais e as vidas de seus moradores. “Para muitos, o Copan é um espaço de passagem, mas para os trabalhadores, representa um projeto de vida, uma relação de amor e cuidado. Minha trajetória pessoal, ligada ao trabalho na área de serviços, influenciou minha visão no filme”, explica Carine.
O documentário é um exercício de explorar a subjetividade e a sensibilidade daqueles que muitas vezes são invisíveis diante de grandes questões sociais. “Este filme busca dar voz e visibilidade a essas pessoas”, conclui a diretora.


