
Guilherme Boulos em sessão no Senado (Foto: Instagram)
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que a rejeição ao nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) foi uma "chantagem política". A declaração foi feita nesta quarta-feira (29/4), logo após o Senado votar contra a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Boulos expressou em uma rede social que "a aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu na rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF". Ele também comentou que "o Senado sai menor desse episódio lamentável".
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A manifestação de Boulos foi a primeira entre os ministros do governo Lula. O advogado-geral da União, indicado para substituir o ministro Luís Roberto Barroso no Supremo, teve seu nome rejeitado no Senado com 42 votos contrários e 34 a favor.
Este episódio é histórico, sendo a primeira vez em 132 anos que uma indicação ao STF é rejeitada. O caso mais semelhante ocorreu em 1894, com Cândido Barata Ribeiro, cuja indicação também não foi confirmada no Senado.
O resultado representa uma derrota para o governo Lula e uma vitória para a oposição, liderada pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Além disso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), também saiu vitorioso, pois resistiu à indicação de Jorge Messias e apoiou o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga.


