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Dormir de boca aberta pode indicar problemas de saúde, alertam especialistas

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Dormir de boca aberta pode sinalizar obstruções respiratórias e afetar sua saúde (Foto: Instagram)

Nem todo hábito é tão inofensivo quanto parece. Dormir com a boca aberta, por exemplo, pode ser a forma do corpo sinalizar que algo está errado — especialmente quando esse costume se repete todas as noites.

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Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o médico Rafael Marchetti e o pós-PhD em neurociências Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues explicam que a respiração pela boca durante o sono pode ser um sinal de alerta biológico.

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“Dormir de boca aberta geralmente indica que a pessoa não está conseguindo respirar pelo nariz de forma eficaz durante o sono. O corpo está buscando outra forma de respirar porque o nariz, por algum motivo, não está funcionando bem”, explica Rafael Marchetti.

Rafael Marchetti destaca que essa tentativa do corpo de compensar a entrada de oxigênio está relacionada a algumas condições de saúde. “Isso pode ocorrer em situações comuns, como rinite alérgica e congestão nasal crônica, além de alterações anatômicas, como desvio de septo ou aumento dos cornetos nasais”, afirma.

De acordo com o especialista, o importante é que esse hábito não deve ser visto apenas como uma peculiaridade do sono. “Dormir de boca aberta pode ser a manifestação visível de uma obstrução respiratória que fragmenta o sono, reduz a oxigenação noturna e altera a arquitetura fisiológica do descanso. Quando isso ocorre de forma persistente, o organismo não entra adequadamente nas fases mais restauradoras do sono, e essa interrupção tem repercussões que vão além do desconforto ao acordar”, alerta.

Rafael enfatiza que essa disfunção merece atenção. “Dormir com a boca aberta pode revelar desde uma doença nasal tratável até um distúrbio respiratório do sono com impacto cardiovascular e metabólico”, aponta.

Segundo Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, esse hábito representa riscos diferentes em cada fase da vida. “Em crianças, as consequências podem incluir alterações no crescimento craniofacial, dificuldade na expansão do maxilar superior e desalinhamento da arcada dentária”, destaca.

Já os adultos, conforme Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, podem enfrentar a destruição do microbioma da boca e fadiga crônica. Quando o hábito é observado em idosos, a preocupação é ainda maior. “Nesses casos, os indivíduos lidam com um impacto sistêmico fulminante. A queda na oxigenação agrava a fragilidade vascular e acelera a degeneração das funções analíticas do córtex pré-frontal”, alerta.

Fabiano destaca que o principal problema da respiração pela boca está na ausência das funções protetoras do nariz. “O nariz filtra, aquece e umidifica o ar do ambiente. Quando se respira pela boca, essas funções protetoras são perdidas”, salienta.

Embora a boca faça parte do sistema respiratório, a respiração oral aumenta o risco de infecções. “O sistema imunológico pulmonar recebe uma carga direta de bactérias e patógenos infecciosos”, afirma. Além disso, Rafael salienta que a respiração oral também compromete a umidade natural da boca. “A secura destrói a barreira química defensiva da saliva e instaura quadros de halitose agressiva e doença periodontal crônica”, completa.

Outro ponto de atenção são os impactos cardiovasculares. “Quando dormir de boca aberta está associado à apneia obstrutiva do sono, o impacto sobre o coração pode ser significativo. A condição provoca pausas respiratórias, queda de oxigênio e ativação constante do sistema de alerta do organismo”, explica Rafael Marchetti.

De acordo com ele, esse processo gera um “estresse noturno” repetido, que sobrecarrega o sistema cardiovascular ao longo do tempo. “O resultado é uma maior tendência à hipertensão, arritmias, doença coronariana, insuficiência cardíaca e até acidente vascular cerebral”, diz.

Apesar dos riscos, os especialistas reforçam que, na maioria dos casos, há tratamento eficaz. “O primeiro passo é identificar a causa. Se o problema for rinite, congestão nasal ou alguma obstrução anatômica, o tratamento deve ser direcionado para isso”, explica Rafael.

Segundo ele, tratar a origem nasal pode transformar a qualidade do sono. Já em casos de apneia obstrutiva do sono, o tratamento varia conforme a gravidade. Além disso, mudanças no estilo de vida fazem diferença. “Redução de peso, prática de atividade física, evitar álcool à noite e corrigir a posição ao dormir são medidas que ajudam muito. Em alguns casos, essas mudanças reduzem significativamente a gravidade da apneia”, conclui Rafael Marchetti.

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