
Passageiros do MV Hondius desembarcam em Tenerife após surto de hantavírus (Foto: Instagram)
Passageiros e tripulantes do cruzeiro MV Hondius começaram a desembarcar em Tenerife neste domingo (10/5), sob uma operação internacional de saúde conduzida pelas autoridades espanholas e a Organização Mundial da Saúde (OMS). A embarcação chegou às Ilhas Canárias após semanas no mar, enfrentando um surto de hantavírus que já resultou em três mortes.
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Em Tenerife, Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, destacou que o risco global de propagação da doença é baixo. Ele assegurou que "não se trata de outra Covid-19" e que as pessoas "não devem ter medo nem entrar em pânico". Até sexta-feira, oito casos foram associados ao navio, seis deles confirmados como hantavírus variante Andes, sem novas mortes desde 2 de maio.
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A operação de desembarque iniciou pela manhã, com as autoridades de saúde espanholas avaliando os passageiros e tripulantes a bordo. O desembarque foi feito em etapas, considerando nacionalidade e disponibilidade de voos. Diana Rojas Alvarez, responsável da OMS em Tenerife, mencionou que grupos da Espanha, França, Canadá e Holanda foram os primeiros a sair. A operação, que envolveu 46 desembarques no domingo, continuará na segunda-feira, enquanto cerca de 30 tripulantes permanecerão a bordo até o retorno à Holanda.
Voos comerciais não serão utilizados para repatriação. Em vez disso, voos fretados estão sendo organizados sob protocolos de saúde rigorosos. Maria van Kerkhove, da OMS, informou que passageiros e tripulantes serão monitorados por até seis semanas devido ao período de incubação do vírus. A OMS recomenda quarentena e monitoramento por 42 dias para evitar novas infecções.
O hantavírus é uma doença rara, geralmente ligada a roedores infectados, podendo causar sérias complicações respiratórias. A variante Andes é a única documentada com transmissão entre humanos. A operação em Tenerife contou com a coordenação entre Espanha, Países Baixos, o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças e equipes da OMS. Van Kerkhove ressaltou que a OMS tem o papel de coordenar respostas internacionais a ameaças de doenças infecciosas, mesmo com pouca atenção pública.
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