
Mulher suspende medida protetiva e é morta a golpes em Barrinha (SP) (Foto: Instagram)
A decisão de Carolina Lisboa da Cruz, de 27 anos, de retirar a medida protetiva contra seu companheiro, menos de um mês antes de ser assassinada, tornou-se um dos principais focos da investigação sobre seu homicídio em Barrinha, no interior de São Paulo. Conforme informações da Polícia Civil, a vítima já havia denunciado o marido por violência doméstica, mas decidiu suspender a proteção judicial semanas antes de ser morta.
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O comerciante Anderson Vieira Bastos foi preso em flagrante no final da manhã de sábado (9/5), suspeito de matar a vítima com golpes na cabeça. O crime teria ocorrido no bar do investigado. Ele passará por uma audiência de custódia, agendada para segunda-feira (11/5). A defesa de Anderson não foi localizada para comentar o caso, mas o espaço permanece aberto para manifestações.
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De acordo com a investigação, Anderson Bastos, companheiro da vítima, já tinha um histórico de agressões. A reportagem apurou que Carolina havia procurado as autoridades anteriormente, conseguindo medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha para afastar o agressor. Contudo, no mês passado, a própria vítima solicitou a revogação dessa medida.
No início do ano, a Polícia Civil havia pedido a prisão preventiva de Anderson por violar a medida protetiva, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
A relação do casal era marcada por conflitos, segundo a Polícia Civil. A denúncia da vítima resultou na concessão da medida protetiva, que obrigava Anderson a manter distância. No entanto, a proteção foi suspensa após o pedido de Carolina.
Casos de violência doméstica muitas vezes envolvem fatores emocionais ou pressões externas que levam as vítimas a desistirem das medidas judiciais, conforme a investigação.
O feminicídio ocorreu poucos dias após a retirada da proteção. A polícia investiga as circunstâncias do crime e busca esclarecer a dinâmica da morte, além de reunir provas contra o suspeito.
A Polícia Civil ressalta que a retirada de medidas protetivas pode aumentar o risco para vítimas em relações abusivas e reforça a importância de manter a proteção judicial em casos de ameaça ou violência, além de buscar apoio contínuo das autoridades.
O caso está sendo tratado como feminicídio, caracterizado quando o assassinato ocorre em contexto de violência doméstica ou por razões de gênero.


