
Daniel Vorcaro sob pressão por delação e ligações ao Centrão (Foto: Instagram)
A quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias no Banco Master, aprofundou os vínculos políticos de Daniel Vorcaro com importantes figuras do Centrão. Este novo desdobramento aumentou a pressão sobre a delação premiada do banqueiro, que já foi alertado sobre os riscos de uma "colaboração seletiva".
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O principal foco desta etapa é o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP. Conforme a Polícia Federal, o senador usava seu mandato para beneficiar interesses do extinto banco. Para que sua delação seja aceita, Vorcaro precisa fornecer à PF e à PGR informações inéditas e abrangentes. Nesta semana, seus advogados apresentaram anexos na tentativa de fechar o acordo com as autoridades.
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Caso o acordo seja aceito, o dono do Banco Master poderá ter sua pena reduzida em até dois terços ou até mesmo receber perdão. No entanto, existe o risco de rejeição da colaboração se as autoridades considerarem que informações relevantes foram omitidas, como ocorreu com Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, na Operação Carbono Oculto.
Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro têm uma relação próxima. Ciro apresentou uma emenda à PEC, conhecida como Emenda Master, para aumentar o limite do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, beneficiando bancos como o Master. Vorcaro afirmou que a proposta foi feita "exatamente como mandou". A defesa de Ciro nega qualquer ilegalidade e afirma que ele está disposto a colaborar com a Justiça.
Além de Ciro, outros nomes do Centrão podem estar envolvidos. Antônio Rueda, presidente do União Brasil, teria utilizado um helicóptero de Vorcaro após o Grande Prêmio de São Paulo em 2024. A PF e a PGR estão agora avaliando a validade das provas apresentadas por Vorcaro. O processo de análise pode levar meses.
Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB). A defesa de Vorcaro afirmou que ele está disposto a colaborar plenamente, apesar da pressão do Centrão para uma delação seletiva. A investigação continua, com a PF analisando os celulares apreendidos com Vorcaro.


