
Fachada do Banco Master, alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero (Foto: Instagram)
A decisão do ministro André Mendonça, que permitiu a quinta etapa da Operação Compliance Zero, revela a magnitude financeira do esquema investigado pela Polícia Federal no caso envolvendo o Banco Master.
Os documentos revisados pelo Supremo Tribunal Federal mostram transações milionárias, transferências regulares, aquisições societárias subvalorizadas, viagens internacionais luxuosas e operações patrimoniais que, de acordo com os investigadores, podem ter servido para lavagem de dinheiro e ocultação de ativos.
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A nova fase da operação foi lançada nesta quinta-feira (7/5) e investiga suspeitas de corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, relacionados ao Banco Master e ao núcleo empresarial do banqueiro Daniel Vorcaro.
Entre os valores investigados está a compra de participação na Green Investimentos S.A. pela CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda., ligada ao irmão do senador Ciro Nogueira.
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De acordo com a PF, a transação foi registrada por cerca de R$ 13 milhões, valor considerado abaixo do mercado pelas autoridades. A investigação também destaca pagamentos mensais regulares relacionados à "parceria BRGD/CNLF", com transferências mensais de aproximadamente R$ 500 mil entre os envolvidos.
Outro ponto importante da decisão envolve o bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens, direitos e valores dos investigados, medida autorizada pelo STF para evitar a ocultação de patrimônio e garantir possível ressarcimento futuro.
A Polícia Federal também descreve movimentações financeiras por empresas investigadas que, segundo o ministro André Mendonça, mostram "discrepância entre faturamento declarado, estrutura operacional inexistente ou mínima e o volume de recursos movimentados".
Além das operações empresariais, a decisão menciona despesas pessoais que não condizem com a estrutura formal das empresas analisadas.
Entre os gastos destacados estão hospedagens no luxuoso Park Hyatt New York, viagens internacionais, restaurantes caros e uso de aeronaves do grupo empresarial investigado.
Os investigadores também avaliam operações com empresas como BRGD Participações, Green Energia FIP e Green Investimentos S.A., usadas, segundo a PF, para reorganizações societárias, movimentação financeira e ocultação de patrimônio.
Outro dado relevante para a PF é o helicóptero prefixo PS-MAS, adquirido por cerca de R$ 16,4 milhões por uma empresa de táxi aéreo da qual Daniel Vorcaro foi sócio até setembro de 2025. A aeronave é mencionada em registros de voos analisados.
Conforme a decisão, há indícios de uso de contratos paralelos, depósitos fracionados, circulação de dinheiro em espécie e estruturas empresariais sem atividade econômica real para movimentar recursos sem chamar a atenção das autoridades.
Com base nesses elementos, o STF autorizou buscas, prisões temporárias e medidas patrimoniais na quinta fase da Compliance Zero.


