
Senador Magno Malta durante atendimento no Hospital DF Star em Brasília (Foto: Instagram)
O senador Magno Malta (PL-ES) fez um boletim de ocorrência online, no site da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), neste sábado (2/5), contra uma técnica de radiologia do Hospital DF Star, em Brasília, que o acusou de agressão.
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No documento, o senador nega ter agredido a mulher. A funcionária do hospital registrou uma queixa contra o parlamentar na quinta-feira (30/5), alegando que foi agredida enquanto tentava realizar um exame em Magno Malta. Ela afirma que o senador deu um tapa em seu rosto e a chamou de “imunda”.
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Magno Malta foi internado na quinta-feira (30/4) após sofrer um mal súbito. No boletim, ele pede a investigação dos fatos, incluindo a preservação das imagens das câmeras, depoimento da equipe médica, análise do prontuário e realização de exames periciais.
Nas redes sociais, o senador divulgou um vídeo negando as acusações de agressão. Confira:
No vídeo, Malta explica que foi atendido após um problema no acesso venoso, mostrando o braço com marcas do procedimento. Durante o exame com contraste, o medicamento teria extravasado, causando dor e hematomas. Sua defesa diz que o senador reagiu ao sofrimento físico, não à técnica.
A técnica, por outro lado, afirma ter sido agredida ao tentar administrar o contraste, após o equipamento indicar uma oclusão e interromper o procedimento. Ela relata que o senador a agrediu verbalmente e fisicamente. O caso foi registrado e está sob investigação, enquanto o hospital realiza uma apuração interna.
Nas imagens divulgadas pela assessoria do senador, é possível ver Malta conversando com a equipe médica após o incidente. Em vídeo gravado no hospital, ele expressa surpresa com a denúncia de agressão, que ele nega, chamando-a de “falsa comunicação de crime”.
Os advogados de Malta destacam que não houve qualquer ato de violência física ou verbal contra a técnica. Eles também afirmam que a versão da profissional não é corroborada por provas.
Ainda em nota, a defesa do senador alega que houve erro no procedimento da técnica, evidenciado pela evolução clínica do paciente: trombose e hematoma no braço seriam resultado de uma administração inadequada do contraste.
Segundo a técnica de radiologia, o senador estava internado para uma angiotomografia de tórax e coronárias. Ela era responsável por levá-lo à sala de exames, monitorá-lo e iniciar os procedimentos, incluindo o teste de acesso venoso com soro. Ao iniciar a injeção de contraste, o equipamento detectou uma oclusão e interrompeu o procedimento automaticamente. Ao verificar, ela constatou o extravasamento do líquido no braço do paciente.
Ainda segundo o depoimento, ao explicar a necessidade de compressão no local, o parlamentar teria reagido agressivamente. A profissional relata que ele se levantou do aparelho e, ao se aproximar para ajudá-lo, ela recebeu um tapa no rosto, que entortou seus óculos. A vítima também afirma ter sido chamada de “imunda” e “incompetente”.
Assustada, a técnica deixou a sala e chamou outros membros da equipe, incluindo uma enfermeira e um médico. Segundo o relato, o senador teria recusado atendimento posterior. A técnica relatou dor e vermelhidão no rosto após o incidente e disse temer um novo encontro com o parlamentar.


