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Bélgica planeja estatizar usinas nucleares em meio à crise energética

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Silhueta de torres de transmissão e torres de resfriamento de usina nuclear ao entardecer (Foto: Instagram)

A Bélgica anunciou na quinta-feira (30/4) a intenção de assumir o controle dos reatores nucleares da empresa francesa Engie, localizados em seu território. A medida faz parte de um esforço para aumentar o uso da energia nuclear, revertendo a política de abandono dessa fonte que prevaleceu até 2022.

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O primeiro-ministro belga, Bart De Wever, afirmou nas redes sociais que um acordo foi fechado com a Engie para definir as condições e iniciar estudos para a aquisição total do parque nuclear belga. Ele também se comprometeu a expandir o uso da energia nuclear no país, após o governo anterior ter desistido de planos de desativação dessa fonte. Em dezembro de 2021, o governo belga havia anunciado a intenção de fechar todas as usinas nucleares em três anos.

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Conforme comunicado de Bruxelas, o acordo prevê a possível aquisição de toda a frota nuclear de sete reatores, funcionários, todas as subsidiárias nucleares, além de ativos e passivos relacionados, incluindo as obrigações de descomissionamento e desmantelamento.

Em 2003, a Bélgica decidiu eliminar gradualmente a produção de energia nuclear até 2025. No entanto, debates políticos e preocupações com a segurança energética a partir de 2022 adiaram essa decisão. No ano passado, o Parlamento belga decidiu, por ampla maioria, interromper os planos de eliminação da energia nuclear. O governo de De Wever também planeja construir novas usinas nucleares.

A Europa voltou a focar na energia nuclear, especialmente com os conflitos no Oriente Médio elevando os preços do petróleo e do gás natural. A crise energética, agravada pelas tensões com o Irã, é apontada como uma das razões para os países europeus reconsiderarem suas matrizes energéticas, após a invasão da Ucrânia pela Rússia e a interrupção do fornecimento de gás natural russo para a Europa.

A Engie operava sete reatores na Bélgica por meio de suas subsidiárias em Tihange e Doel. No entanto, apenas dois desses reatores tiveram suas licenças de operação estendidas além de 2025, por um período de dez anos, conforme acordo firmado em 2023 pelo governo anterior em Bruxelas.

O futuro das instalações antigas é discutido há décadas. O país depende fortemente da importação de gás natural para gerar eletricidade e enfrenta desafios para expandir significativamente a energia renovável.

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