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Senado vive clima de tensão com votação decisiva para Jorge Messias no STF

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Ministro Jorge Messias durante sabatina na CCJ do Senado Federal (Foto: Instagram)

O ambiente no Senado Federal nesta quarta-feira (29/4) é de apreensão, pois a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) será avaliada. Tanto a base aliada do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto a oposição afirmam possuir os votos necessários para definir o destino do atual ministro da Advocacia Geral da União (AGU).

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A partir das 9h, Messias enfrentará uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será alvo de perguntas incisivas dos opositores e receberá apoio dos aliados governistas.

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Os aliados sugeriram que Messias responda de forma direta, mas sem deixar de expressar suas posições. Ele também recebeu conselhos sobre como lidar com cada senador. A expectativa é que a sabatina seja longa e intensa, superando as de Flávio Dino (11h) e Cristiano Zanin (8h), mas ainda assim menor que a de Edson Fachin, que durou quase 13 horas em 2015.

QUEM É JORGE MESSIAS

  • Nascido em Recife, Pernambuco, Messias tem 45 anos e é o atual advogado-geral da União.
  • Evangélico, é casado e pai de dois filhos.
  • Atua no órgão desde 2007, onde começou como procurador da Fazenda Nacional.
  • Foi o segundo em comando nos assuntos jurídicos da Casa Civil durante o governo de Dilma Rousseff.
  • Ficou conhecido como "Bessias" após ser mencionado em uma conversa entre Lula e Dilma.

Após a sabatina, a indicação será votada na comissão, onde o relator e líder do PDT, Weverton Rocha (MA), espera obter pelo menos 16 votos a favor. A votação é secreta tanto nesta fase quanto na próxima, que ocorrerá no plenário.

O relator afirma que 79 dos 81 senadores estarão presentes para votar. Este é o momento decisivo para Messias. Weverton acredita ter mais de 45 votos favoráveis, enquanto a oposição diz ter 46 contra — o que indica que um dos lados pode estar superestimando seu apoio.

Para ser aprovado, Jorge Messias precisa de 41 votos favoráveis dos 81 senadores. A votação secreta faz com que as convicções pessoais dos senadores sejam determinantes. Weverton tem repetido que, se a intenção é derrotar Lula, isso deve ocorrer nas eleições gerais de outubro, e não prejudicando a carreira de Messias, um "jovem ministro", "pai de família" e "evangélico", o que seria um voto importante para ele.

“Quer derrotar o Lula? O Lula é candidato então derrota ele na urna. Cada ringue tem o seu momento, então acho que é um erro a oposição falar de derrota pra governo botando uma pessoa, um pai de família, um profissional como Messias no meio disso. Quer derrotar o Lula, derrote ele na eleição”, disse.

O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou estar articulando contra Messias, afirmando que cada um votará conforme sua consciência. Ele destacou que há uma insegurança entre os senadores devido ao momento político e às ações do Supremo, o que influenciará suas decisões.

O FATOR ALCOLUMBRE
Davi Alcolumbre reiterou a Messias e ao governo que não atuará para aprovar o nome do AGU. Na semana passada, Messias se reuniu com Alcolumbre na casa do ministro Cristiano Zanin, do STF, buscando apoio, mas recebeu uma resposta institucional do senador, que prometeu apenas garantir um ambiente tranquilo para a votação.

O vazamento do encontro irritou Alcolumbre, que viu isso como uma pressão para se posicionar favorável à indicação. Mesmo assim, ele se comprometeu com Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo, a manter o painel de votação aberto o maior tempo possível.

Messias foi anunciado por Lula em novembro de 2025, mas a indicação só ocorreu em abril de 2026 devido ao clima adverso que enfrentava na Casa. O presidente do Senado tentava emplacar Rodrigo Pacheco (PSB-MG) no STF, o que gerou um atrito entre os chefes do Executivo e Legislativo, mudando a dinâmica no Senado.

Após muitos acenos no início do ano, Alcolumbre enviou a indicação à CCJ, deixando Messias e a base governista por conta própria.

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