
Bandeirinha do Botafogo no Estádio Nilton Santos após decisão judicial (Foto: Instagram)
A Eagle Football Holdings, que detém 90% das ações da SAF do Botafogo, enfrentou um revés significativo na Justiça brasileira. Na terça-feira (28/4), o Poder Judiciário decidiu suspender os direitos societários da empresa. Em comunicado, o clube carioca se pronunciou sobre a decisão.
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A SAF do Botafogo declarou que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concedeu medidas urgentes para garantir que o clube continue suas atividades e mantenha a estabilidade de sua gestão. O Alvinegro enfrenta um momento crítico em termos financeiros e institucionais.
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O Judiciário identificou a instabilidade gerada por ações da Eagle Football Holdings e decidiu suspender os direitos políticos da empresa na SAF do Botafogo. Assim, a empresa de John Textor fica impedida de interferir na nomeação de Durcésio Andrade Mello, que a SAF deseja como gestor interino.
Na semana anterior, a Fundação Getúlio Vargas, em decisão de seu Tribunal Arbitral na quinta-feira (23/4), afastou John Textor do cargo. A saída de Textor ocorreu um dia após a solicitação de recuperação judicial.
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Na quarta-feira (22/4), o Botafogo anunciou o pedido de recuperação judicial feito pela SAF do clube. O Glorioso comunicou a ação por meio de nota, afirmando que a estratégia visa uma “reorganização” do projeto iniciado em 2022.
O pedido foi aceito pela 2ª Vara Empresarial da Comarca da Capital na Justiça do Rio de Janeiro, garantindo 60 dias sem penalidades quanto às dívidas. O clube enfrenta uma dívida bruta da SAF estimada em cerca de R$ 2,75 bilhões. Nesta semana, o clube ainda foi notificado judicialmente por impostos não pagos no valor de R$ 400 mil.
A SAF também solicitou a suspensão do direito de voto de John Textor, acionista majoritário. De acordo com o pedido, o empresário estaria utilizando sua posição “para impedir a chegada de novo capital ao clube de futebol”.


