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Justiça na Argentina mantém apreensão de bens de Cristina Kirchner

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Cristina Kirchner em pronunciamento durante prisão domiciliar (Foto: Instagram)

Um tribunal na Argentina confirmou a decisão de primeira instância que mantém o confisco dos bens da ex-presidente Cristina Kirchner, relacionada à condenação por corrupção que resultou em uma pena de seis anos de prisão. A informação foi divulgada pelo jornal La Nación nesta sexta-feira (24/4).

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A Justiça já havia determinado que Kirchner e outros envolvidos no caso pagassem cerca de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões) em indenizações. A defesa da ex-presidente recorreu da decisão, mas o pedido foi negado.

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Em junho do ano passado, a Suprema Corte da Argentina também manteve a condenação imposta em 2022 e decidiu pela inelegibilidade de Kirchner, proibindo-a de ocupar cargos públicos. O processo está relacionado a um esquema de fraude em contratos de obras rodoviárias na Patagônia, que teriam beneficiado um empresário aliado durante o seu governo.

Atualmente, Cristina Kirchner cumpre a pena em prisão domiciliar, em um apartamento em Buenos Aires, de onde continua a liderar politicamente o partido peronista Justicialista.

Segundo o jornal, antes da decisão judicial, a ex-presidente teria transferido parte dos bens para seus filhos como antecipação de herança, incluindo hotéis e imóveis no sul do país.

PROCESSO POR CORRUPÇÃO
O Ministério Público da Argentina havia inicialmente solicitado uma pena de 12 anos de prisão para Cristina Kirchner, em um processo que investiga irregularidades na contratação de obras públicas. Posteriormente, a condenação foi fixada em seis anos.

O julgamento começou em maio de 2019 e investigou suspeitas de direcionamento de contratos e superfaturamento em projetos na província de Santa Cruz, considerada base política do grupo Kirchner.

De acordo com os promotores, a ex-presidente e membros de seu governo teriam favorecido empresas ligadas ao empresário Lázaro Báez. Parte das obras investigadas sequer foi concluída, levantando suspeitas de uso indevido de recursos públicos. Há também a hipótese de que parte do dinheiro desviado tenha retornado ao círculo familiar da ex-presidente.

Pela legislação penal da Argentina, condenações desse tipo incluem a proibição de exercer cargos públicos, o que também foi aplicado no caso.

Em 1º de setembro de 2022, quando ainda era vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner foi alvo de uma tentativa de assassinato no bairro da Recoleta, em Buenos Aires, ao sair de um evento.

O autor do ataque, o brasileiro Fernando André Sabag Montiel, apontou uma pistola da marca Bersa diretamente para o rosto da então vice-presidente, a poucos centímetros de distância. No entanto, a arma falhou no momento do disparo.

Montiel foi preso em flagrante logo após a tentativa e, no ano passado, acabou sendo condenado a 10 anos de prisão pelo crime.

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