A defesa do funkeiro MC Poze do Rodo se manifestou na tarde desta quinta-feira (22/4) após a Polícia Federal (PF) solicitar a prisão preventiva do cantor. A solicitação ocorreu poucas horas depois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus ao artista, investigado em um esquema de lavagem de dinheiro que somou R$ 1,6 bilhão.
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Em nota à imprensa, o advogado Fernando Henrique Cardoso, que representa Poze, criticou o pedido da PF. “O novo pedido de prisão feito pela Polícia Federal não traz absolutamente nada de novo”, afirmou.
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O advogado continuou dizendo que a alegação de impossibilidade de análise de todos os materiais coletados anteriormente não se justifica, especialmente com o delegado responsável participando de entrevistas e compartilhando dados de uma investigação sigilosa durante o final de semana.
Ainda na nota, a defesa de Poze afirmou que já se manifestou nos autos, destacando o caráter inusitado do pedido, solicitando ao Juízo que não apoie essa tentativa de subverter uma decisão do STJ e ao Ministério Público que investigue possíveis crimes de abuso de autoridade, especialmente pelo vazamento das imagens da prisão temporária na residência do artista.
Além de Poze do Rodo, o cantor MC Ryan SP e Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, também tiveram pedidos de prisão preventiva emitidos.
Ao conceder habeas corpus a MC Ryan, estendido a Poze do Rodo, o ministro Messod Azulay Neto, do STJ, apontou “flagrante ilegalidade” na decisão da 5ª Vara Federal de Santos que decretou a prisão temporária dos artistas, presos na Operação Narco Fluxo.
“Especialmente porque a própria representação da autoridade policial limitou-se ao prazo de cinco dias, assiste razão à defesa, devendo a medida extrema ser restringida ao período por ela requerido, qual seja, cinco dias”, considerou o magistrado.


