A educadora infantil Milena trouxe de volta nesta segunda-feira (20/4) uma fake news que circulou nas redes sociais em 2022. Em uma conversa com Ana Paula Renault e Juliano Floss, ela mencionou Ratanabá, uma suposta cidade subterrânea escondida no meio da Amazônia. No entanto, essa antiga civilização não passa de uma teoria da conspiração.
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Na área externa da casa, Milena afirmou que Ratanabá seria uma cidade “submersa”, escondida na Amazônia: “Ratanabá é a cidade que tem submersa dentro da Amazônia”, disse. Pipoca, porém, foi alertada pela amiga de que tudo não passa de fake news: “Isso é mentira”, afirmou Ana Paula.
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“É verdade, gente!”, reagiu Milena. Ana Paula Renault voltou a dizer que a história é fantasiosa: “Isso é fake news, gatinha. Escuta o que sua amiga tá falando. Você tá chegando nos canais muito ruins”, disse.
Milena insistiu: “Mas não mostrou os quadrados que tem assim, por cima, fotografado do helicóptero? Que liga um país no outro por debaixo da terra?”, questionou a educadora infantil. Ana Paula sacramentou: “É mentira”.
Os boatos envolvendo Ratanabá circularam em 2022. Esse seria o nome de uma cidade de uma antiga civilização descoberta no interior da Amazônia. Segundo relatos, o local seria “maior que a Grande São Paulo”, era “a capital do mundo” e “esconde muita riqueza, como esculturas de ouro e tecnologias avançadas de nossos ancestrais”.
Em entrevista à BBC Brasil na época, o arqueólogo Eduardo Goés Neves, professor do Centro de Estudos Ameríndios da Universidade de São Paulo (USP), salientou que tudo não passa de um “delírio”. Na avaliação dele, o surgimento de histórias como a de Ratanabá, que não têm fundamento algum nas publicações científicas recentes, presta um “desserviço à arqueologia”.
Segundo relatos, tal civilização teria existido ali há 350, 450 ou até 600 milhões de anos. Rumores, aliás, apontam que a cidade teria sido construída com ajuda de alienígenas.
“Para ter ideia, nem os dinossauros existiam há 350 milhões de anos. Nossos ancestrais mais antigos viveram há mais ou menos 6 milhões de anos. Mas a nossa espécie mesmo, o Homo sapiens sapiens, surgiu há 350 mil anos na África”, comentou o professor.


