
Navio mercante tanzaniano resgatado após 20 dias à deriva é investigado por trabalho escravo (Foto: Instagram)
Um navio mercante que ficou à deriva por mais de 20 dias e foi resgatado pela Marinha do Brasil está sob investigação das autoridades brasileiras por suspeita de trabalho escravo. A inspeção foi realizada pelo Ministério Público do Trabalho PA-AP (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Polícia Federal, Capitania dos Portos do Amapá e Anvisa na última quarta-feira (15/4).
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A embarcação, que ostenta bandeira da Tanzânia, iniciou sua viagem em Cartagena, na Colômbia, com destino a Montevidéu, no Uruguai, mas ficou à deriva devido a um problema no sistema de propulsão.
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A bordo estavam oito tripulantes: sete venezuelanos e um belga. A inspeção identificou condições de trabalho e habitabilidade precárias; falta de alimentos e restrições no fornecimento de energia elétrica e água potável; higiene deficiente com infestação de insetos; alto nível de estresse físico e psicológico da tripulação; e possível abandono material pelo armador ou responsável legal.
Atualmente, o navio está atracado em Santana, no Amapá. O Ministério Público do Trabalho informou que foi aberto um Inquérito Civil para apurar o caso. A Polícia Federal já regularizou a situação migratória dos tripulantes e a Receita Federal foi acionada para a emissão de CPF aos trabalhadores estrangeiros.


