
Vereador de Leandro Ferreira é afastado temporariamente após agressão (Foto: Instagram)
A Câmara Municipal de Leandro Ferreira, localizada na região centro-oeste de Minas Gerais, decidiu pelo afastamento temporário e sem remuneração do vereador Eduardo Cézar Lobato Fonseca (PL). O político foi detido em flagrante após atacar uma mulher com uma garrafa de vidro.
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O incidente ocorreu na segunda-feira (6/4) em um restaurante da cidade. A decisão de afastamento foi publicada na quarta-feira (9/4) e estabelece que o vereador será afastado automaticamente enquanto permanecer preso.
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O caso foi classificado como lesão corporal qualificada, perseguição, ameaça contínua, importunação sexual e injúria. Conforme o boletim de ocorrência, mesmo após a agressão, o vereador continuou a ameaçar a mulher, dizendo: “Você vai se ver comigo”. A vítima sofreu ferimentos e precisou de atendimento médico.
O decreto legislativo esclarece que a decisão não é uma punição, mas sim uma medida que leva em conta a impossibilidade de o vereador exercer seu mandato enquanto estiver preso. A presunção de inocência é respeitada, e o direito à ampla defesa é garantido.
O documento também determina que a Justiça Eleitoral seja informada, para que um suplente possa ser convocado, e que a Vara Criminal responsável seja atualizada sobre a prisão do vereador. O regimento interno da Câmara prevê o afastamento automático de vereadores presos, e a licença permanece enquanto o impedimento durar. A Câmara também tomará medidas administrativas para assegurar a continuidade dos trabalhos legislativos.
Com o afastamento, a possibilidade de convocar um suplente para ocupar temporariamente a vaga é aberta. O caso está sob investigação, e o vereador poderá enfrentar acusações relacionadas à agressão e ameaças.
O Ministério Público está acompanhando o desenrolar do processo.
Testemunhas afirmaram que o vereador perseguiu e ameaçou a vítima, e após uma discussão, a atingiu na cabeça com uma garrafa de vidro. Em sua defesa, o vereador negou as acusações, alegando que não perseguiu nem ofendeu a mulher, e que foi ele quem sofreu agressões, resultando em escoriações perto do olho.
Ele declarou que sua intenção era apenas se defender. Contudo, o boletim de ocorrência aponta que não há provas no local que sustentem sua versão.
Em nota divulgada no dia do incidente, o advogado do vereador, Rafael Lino, declarou que não fará comentários públicos, pois o processo corre em segredo de Justiça.


