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Homens leem menos, mas dominam listas de mais vendidos, aponta pesquisa da CBL

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Listas dominadas por homens, mas leitoras estão no comando (Foto: Instagram)

Uma pesquisa rápida no Google com "autores mais famosos do mundo" revela um padrão histórico na literatura: homens dominam o cenário, enquanto as mulheres aparecem em menor número. Nomes como Machado de Assis, Fiódor Dostoiévski, Charles Dickens e Edgar Allan Poe são frequentemente sugeridos, enquanto Jane Austen, Virginia Woolf e Clarice Lispector representam o grupo feminino.

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Com o tempo, as mulheres romperam barreiras e passaram a figurar nas listas de mais vendidos, inclusive em gêneros além do romance. No entanto, um levantamento recente da Câmara Brasileira dos Livros (CBL) trouxe uma constatação interessante: apesar de serem maioria entre os autores lidos, os homens não são os principais consumidores desses livros, sendo as mulheres as que mais compram e leem.

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O estudo "Panorama do Consumo de Livros de 2025", realizado pela CBL em parceria com a NielsenIQ BookData, indica que somente 39% dos homens leram livros no ano passado, enquanto 61% das mulheres o fizeram. As mulheres pretas e pardas compõem 30% dos consumidores de livros e representam metade das mulheres que compram livros.

“Os dados demográficos rompem paradigmas e ajudam o setor a criar ações mais direcionadas. Contudo, eles também trazem desafios: entender por que os homens leem menos e buscar formas de engajá-los”, afirma Mariana Bueno, coordenadora de pesquisas econômicas e setoriais da Nielsen BookData.

Nos anos de 2024 e 2025, a lista dos 10 livros mais vendidos foi dominada por homens — sete dos dez títulos em cada ano eram de autoria masculina, superando até Colleen Hoover, uma das autoras mais populares da última década. Por que, então, as mulheres leem mais obras escritas por homens do que os próprios homens?

“Desde cedo, a leitura é vista como uma atividade de reflexão e calma, associada à feminilidade. Por outro lado, a masculinidade tradicional valoriza a ação e o movimento. Isso faz com que muitos meninos cresçam sem modelos masculinos de leitura”, comenta Levino Bertochi Junior, professor de Marketing da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

“Os meninos veem suas mães e professoras lendo, mas raramente figuras masculinas. Assim, rejeitam o livro não por não gostar, mas por não parecer uma atividade masculina”, acrescenta Bertochi.

O professor também destaca que “o público leitor é majoritariamente feminino”, influenciando “a dinâmica do mercado editorial”.

“Isso cria uma situação em que autores homens têm um público amplo, enquanto autoras mulheres dependem quase exclusivamente das leitoras, já que muitos homens evitam ler obras de autoras. O poder de consumo feminino é tão forte que cerca de 30% dos autores de literatura erótica são homens usando pseudônimos femininos”, explica.

Roberta Machado, vice-presidente do Grupo Editorial Record, afirma que a ausência masculina na leitura é um “tema debatido no mercado editorial”. Segundo ela, a validação social muda na adolescência: enquanto meninos são incentivados a praticar esportes, meninas são introduzidas ao conhecimento e à leitura.

“Por séculos, o mercado editorial foi dominado por homens que definiam o que era ‘alta literatura’. Isso criou um cenário onde homens escrevem para serem validados por seus pares e pela crítica. Homens ainda ocupam muitos espaços em prêmios e suplementos literários, perpetuando a ideia de que a autoria é masculina, mesmo que o suporte financeiro venha principalmente das leitoras”, explica.

“No romance, especialmente o contemporâneo, o marketing é agressivamente voltado para mulheres, desde as capas até a linguagem nas redes sociais. Isso cria uma barreira de ‘pertencimento’ para os homens”, completa.

Bertochi menciona um relatório da Ofcom, órgão regulador do Reino Unido, para explicar que os homens leem de forma diferente: mulheres passam 33 minutos a mais por dia online. Elas dominam plataformas como Instagram e TikTok, enquanto homens preferem Reddit e Quora e consomem 39% mais notícias online, preferindo uma leitura utilitária e fragmentada, em vez de ficção.

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