
Virgílio Neto em seu ateliê, pintando paisagens oníricas inspiradas no Cerrado. (Foto: Instagram)
Virgílio Neto, com uma carreira de 15 anos na arte, é conhecido por explorar diversos materiais e narrativas. Ele participará da exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, que será realizada no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro. Esta mostra, organizada pelo Metrópoles Arte, contará com cerca de 40 artistas para celebrar a diversidade da produção contemporânea em Brasília.
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Virgílio nasceu em Brasília, mas foi criado em Anápolis, Goiás. Ele retornou à capital para estudar design gráfico na Universidade de Brasília (UnB) e, posteriormente, concluiu um mestrado em artes visuais. "Comecei com desenhos de pequeno formato e fui evoluindo para outros. Hoje, trabalho com objetos, pintura em madeira e tela, e também faço instalações em paredes, usando materiais variados como nanquim, grafite, aquarela, tinta acrílica e lápis de cor", explica Virgílio ao Metrópoles.
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Ele destaca seu apreço por trabalhar com diferentes materiais e narrativas. "Incorporo muito a escrita, além de referências figurativas de fauna e flora. Também exploro a ideia de paisagem, criando cenários oníricos."
Como artista de Brasília, Virgílio vê sua contribuição para a cena cultural local como um gesto de pertencimento e troca, já que é no Distrito Federal que estão seus mestres, colegas e parceiros de trabalho. "Passei 9 anos em São Paulo, mas considero que minha base é Brasília. Nunca deixei de expor e estar em contato com a cena cultural daqui."
Entre 2011 e 2014, Virgílio foi um dos fundadores do Espaço Lage, na W3 Sul. "Realizávamos muitos projetos e interagíamos com pessoas de várias áreas, como cinema, quadrinhos, ilustração e design."
Para ele, o essencial é a persistência e resistência em continuar produzindo arte e refletindo sobre a cidade e suas transformações.
Virgílio expressa sua satisfação com o convite para participar da mostra, destacando o Teatro Nacional como um lugar especial e simbólico para ele. "Ver meu trabalho em um contexto diferente, além de galerias e museus, é gratificante. É interessante ver minha arte circulando em diferentes arquiteturas e percursos."
Na exposição, Virgílio apresentará obras inéditas, nunca antes exibidas em Brasília. "São trabalhos que exploram a paisagem do Cerrado e do Planalto como dimensões estéticas e culturais, entrelaçando questões modernistas com memórias e culturas tradicionais."
A mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília amplia o papel do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural, defendendo uma arte acessível a todos e utilizando a ideia de constelação como fio condutor curatorial. O projeto segue o sucesso da exposição É Pau, É Pedra…, que apresentou mais de 200 obras de Sergio Camargo no Teatro Nacional.
A exposição é um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diversas gerações e linguagens que contribuem para a identidade cultural do Distrito Federal, superando sua herança modernista e apresentando Brasília como um organismo vivo em constante transformação.
Serviço
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 5 de maio a 5 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita


