
Momento em que o soldado Weden Silva Soares pergunta à colega se ela havia atirado em Thawanna (Foto: Instagram)
A policial militar Yasmin Cursino Ferreira declarou que disparou contra Thawanna da Silva Salmázio após ser agredida no rosto por ela, na noite de 3 de abril, no bairro Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo. O disparo resultou na morte de Thawanna.
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A justificativa de Yasmin foi dada ao ser questionada por seu colega de patrulha, Weden Silva Soares, que perguntou se ela havia atirado na mulher. Yasmin respondeu: “Bateu na minha cara”.
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Durante a abordagem, Yasmin desceu da viatura e se envolveu em uma briga com Thawanna. Após o disparo, outros policiais chegaram ao local, mas o resgate demorou cerca de 30 minutos para atender a vítima, que agonizou no chão.
A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o marido de Thawanna, Luciano dos Santos, por resistência. Yasmin, de 21 anos, é considerada vítima no inquérito.
Segundo os policiais, Luciano teria desobedecido ordens. No entanto, ele alega que a viatura passou em alta velocidade e que a PM desceu atirando. Luciano afirmou que tentou colaborar, mas os policiais usaram spray de pimenta.
Em depoimento, Yasmin disse que o casal discutia na rua quando a viatura passou, e que Luciano teria esbarrado no carro. Ela afirmou que ambos apresentavam sinais de embriaguez e que Thawanna a agrediu durante a discussão.
Imagens de câmeras de segurança mostram o início da discussão entre Thawanna e os policiais. O vídeo registra o casal caminhando de mãos dadas e, logo após, uma discussão começa fora do alcance das câmeras.
A policial foi afastada da corporação e é alvo de investigações pela Polícia Militar e Civil. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, as circunstâncias do caso estão sendo apuradas com prioridade.
Uma testemunha registrou o momento em que Thawanna foi baleada, mostrando a vítima caída na rua. Um dos moradores criticou a ação da policial, chamando-a de "despreparada".
Após a morte de Thawanna, moradores protestaram na Rua Alexandre Davidenko, montando barricadas e ateando fogo em objetos. Houve confronto com a polícia, mas ninguém foi preso ou ferido. As imagens das câmeras corporais estão sendo analisadas e os policiais foram colocados em funções administrativas. O caso foi registrado no 49º Distrito Policial como resistência.


