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Empresário Maurício Camisotti admite fraudes no INSS e firma delação

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Empresário Maurício Camisotti fecha delação premiada após confessar fraudes no INSS (Foto: Instagram)

Maurício Camisotti, um empresário que está detido desde setembro por envolvimento em um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, confessou sua participação nas fraudes e assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF). A confirmação foi feita pelo Metrópoles nesta quinta-feira (9/4).

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Camisotti é proprietário de empresas no setor de seguros e planos de saúde. Ele foi detido pela PF em 12 de setembro do ano passado, sob suspeita de participação no esquema de descontos indevidos sobre aposentadorias e pensões do INSS, conforme revelado pelo Metrópoles.

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De acordo com a investigação, Camisotti controlava três entidades que lucraram mais de R$ 1 bilhão desde 2021 com os descontos indevidos. Todas essas entidades, investigadas pela PF, estão localizadas em escritórios comerciais em São Paulo e, juntas, faturaram R$ 580 milhões no ano passado. A PF conseguiu suspender o acordo da Ambec com o INSS, sendo essa a entidade que mais transferiu recursos para as empresas de Camisotti: R$ 30,1 milhões.

O Metrópoles já havia revelado que a Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), a União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Unsbras) e o Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (Cebap) tinham diretores estatutários que eram funcionários e parentes de executivos do grupo de empresas de Camisotti. No dia da operação que resultou na prisão de Camisotti, foram apreendidos esculturas, pinturas, armas e veículos de luxo. O empresário foi identificado como sócio oculto de uma organização e beneficiário de fraudes previdenciárias.

A PF já registrou os depoimentos da delação do empresário e enviou o acordo ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que agora deve analisar os termos do documento para dar validade jurídica à delação.

Camisotti foi transferido da Penitenciária II de Guarulhos (SP) para a Superintendência da Polícia Federal de São Paulo. As negociações foram realizadas pelo advogado Celso Villardi, que também defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito da tentativa de golpe em 2022. A defesa espera que, com o acordo, Camisotti consiga autorização para prisão domiciliar.

Entre as pessoas ligadas a Camisotti identificadas pela PF está Maria Inês Batista de Almeida, que presidiu a Ambec entre 2023 e 2024. O Metrópoles já havia mostrado que ela se apresentava como auxiliar de dentista em um documento apresentado à Justiça, mas a PF descobriu que ela é registrada como faxineira de empresas de Maurício.

Primos, sobrinhos, uma irmã e um ex-cunhado aparecem como sócios de empresas e associações ligadas ao empresário. Todas essas companhias movimentaram cifras milionárias com as entidades. Quatro empresas do grupo de Maurício, o Total Health, receberam R$ 43 milhões das associações, segundo as quebras de sigilo bancário. Entre elas, estão a Prevident e a Rede Mais, do setor de saúde, e a Benfix, uma corretora de seguros em nome do próprio empresário. A Prevident, por exemplo, é dirigida por José Hermicesar Brilhante Palmeira, que foi secretário-geral estatutário da Ambec na gestão de Maria Inês, e recebeu sozinha R$ 16,3 milhões da Ambec.

Na época da prisão de Camisotti, a defesa do empresário afirmou que não havia qualquer motivo que justificasse sua prisão na operação relacionada à investigação de fraudes no INSS. Os advogados alegaram que houve arbitrariedade durante a ação policial.

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

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