
Manifestantes em Teerã exibem bandeiras iranianas e cartazes anti-EUA em celebração à suposta vitória sobre Washington (Foto: Instagram)
O Irã declarou nesta terça-feira (7/4), através do Conselho Supremo de Segurança Nacional, que os Estados Unidos sofreram uma "derrota inegável, histórica e esmagadora" no recente conflito entre os dois países e seus aliados no Oriente Médio. A declaração, de caráter celebratório e ideológico, afirma que Teerã teria obtido uma vantagem estratégica após semanas de confrontos, além de ter fortalecido o apoio interno e entre grupos alinhados ao "eixo da resistência".
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O comunicado também menciona que ações militares e diplomáticas combinadas teriam levado Washington a considerar um cessar-fogo e negociações em termos favoráveis ao Irã. O posicionamento iraniano surge em meio ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma trégua temporária de bombardeios por duas semanas. Segundo Trump, a decisão foi tomada após mediação do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e do chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, e está condicionada à reabertura segura do Estreito de Ormuz.
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No comunicado, o Irã reforça que qualquer progresso rumo ao cessar-fogo depende da interrupção total dos ataques contra seu território. Segundo o texto, as forças iranianas suspenderiam operações "defensivas" caso as ofensivas externas cessem, indicando uma abertura condicionada à trégua.
“Eles sonhavam em dividir o querido Irã, saquear seu petróleo e riquezas e, por fim, mergulhar e abandonar os iranianos em meio ao caos, à instabilidade e à insegurança por muitos anos”, diz a nota.
O documento também menciona propostas em discussão entre as partes, incluindo um plano de 10 pontos atribuído ao Irã e considerado pelos Estados Unidos como base para negociação. Entre os pontos citados estão garantias de não agressão, manutenção do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, reconhecimento do direito ao enriquecimento de urânio e a suspensão de sanções econômicas.
A iniciativa diplomática tem sido impulsionada pelo Paquistão, que busca mediar um entendimento em duas etapas: um cessar-fogo imediato seguido por negociações mais amplas.


