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El Niño e guerra no Irã podem elevar inflação em 2026, alerta meteorologia

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Lâmpada sobre moedas e cédulas de real simboliza o impacto do El Niño e das tensões globais na conta de luz e na inflação. (Foto: Instagram)

O aumento das tensões no Oriente Médio está gerando preocupações no governo federal quanto à inflação deste ano. Além disso, um fenômeno climático pode agravar ainda mais o cenário. A Agência Climática dos Estados Unidos (Noaa/CPC) aumentou a probabilidade de ocorrência de um El Niño, o que traz riscos inflacionários, especialmente nos setores de energia e alimentação.

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De acordo com a Noaa, espera-se uma transição de La Niña para um padrão neutro no próximo mês, com uma chance de 55% de se manter até entre maio e julho. "É provável que o El Niño se desenvolva entre junho e agosto de 2026, com 62% de probabilidade, e persista até o final do ano", conforme a agência norte-americana.

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Angel Domínguez Chovert, meteorologista do Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais (Cempa) da Universidade Federal de Goiás (UFG), afirma que os modelos de previsão indicam que as características do El Niño persistirão até o fim do ano, influenciando o clima do país no final do inverno, primavera e verão.

"Os modelos determinísticos estão mostrando anomalias de temperatura elevadas, indicando um El Niño mais severo. Os modelos estatísticos apresentam anomalias menores. Em ambos os casos, a maior intensidade é esperada a partir de setembro, outubro e novembro", explica Chovert.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial. No Brasil, isso causa desregulação climática, afetando as chuvas e outros fatores.

"Os impactos climáticos na economia ocorrem principalmente através dos preços dos alimentos e da produção de energia hidrelétrica", diz Robson Gonçalves, economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Além das previsões de El Niño até o final do ano, espera-se maior intensidade do fenômeno. A energia pode ser impactada pela redução das chuvas, diminuindo os reservatórios das hidrelétricas. Isso pode levar ao uso de fontes de energia mais caras, aumentando os custos.

Em 26 de março, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Paulo Picchetti, afirmou que o Relatório de Política Monetária (RPM) já considera os possíveis efeitos do El Niño. O documento prevê "bandeira verde até abril, amarela em maio, vermelha 1 em junho e julho, vermelha 2 em agosto e setembro, vermelha 1 em outubro e novembro e amarela em dezembro" para as contas de energia.

BANDEIRAS TARIFÁRIAS
O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica.

  • Bandeira verde: condições favoráveis sem acréscimos na tarifa.
  • Bandeira amarela: condições menos favoráveis com acréscimo de R$ 0,01885 por kWh.
  • Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas com acréscimo de R$ 0,04463 por kWh.
  • Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas com acréscimo de R$ 0,07877 por kWh.

A próxima divulgação da bandeira tarifária de maio está marcada para o dia 24 deste mês.

INFLAÇÃO ALIMENTOS
Quanto aos alimentos, o professor Robson Gonçalves menciona que, apesar de uma redução nos preços, ainda há "espaço para que essa alta se acomode". Ele destaca a guerra no Golfo e a questão dos fertilizantes como fatores de risco. Se houver problemas climáticos e falta de fertilizantes, a inflação nos alimentos pode aumentar no segundo semestre.

Instituições estão revisando as previsões de inflação para cima devido à guerra. O Banco Daycoval, por exemplo, elevou a projeção de inflação para 2026 de 3,8% para 4,2%, considerando surpresas nos preços dos alimentos e passagens aéreas, além do cenário externo adverso e a maior chance de El Niño.

Em 26 de março, o Banco Central aumentou a projeção de inflação de 2026 de 3,5% para 3,9%. O mercado já estima que a inflação chegue a 4,36% em 2026.

Em 2024, o grupo de alimentação e bebidas registrou alta de 7,69%, desacelerando para 2,95% no ano passado. A inflação total foi de 4,83% em 2024 e 4,26% em 2025.

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