
TCE-PR: Camargo defende nomeação de ex-PM Eleozir Silva mesmo com histórico criminal (Foto: Instagram)
O conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR), Fábio de Souza Camargo, defendeu a nomeação de Eleozir José da Silva, ex-policial militar, para um cargo com salário de R$ 24,5 mil no órgão. Silva foi detido em 2014 sob suspeita de envolvimento em chacinas e extorsão de traficantes, e novamente em 2016, após tentar escapar de uma abordagem da PRF com armas e uma balaclava.
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Camargo minimizou as acusações contra Silva, afirmando que ter a ficha limpa "não significa nada". Ele criticou o Ministério Público do Paraná por tentar interferir, desde 2024, nas suas nomeações e alegou ser alvo de "acusações falsas" pelo órgão.
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“Venho aqui pedir apoio, pois não podemos aceitar mais intromissões externas. É inaceitável que eu, como superintendente, sofra pressão externa sobre quem nomeio. Avaliam processos, acusações ou até mesmo decisões de mérito. Ficha limpa, pseudo-ficha limpa, não significa nada. Se olharem minha ficha, saem correndo”, afirmou Camargo.
Em 2024, o Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, iniciou um procedimento preparatório e solicitou providências sobre uma nomeação feita por Camargo. Ele afirmou que enfrentava diversos processos e acusações falsas do próprio Ministério Público.
Silva foi nomeado em 2025 pelo conselheiro como assessor especial do gabinete. Em março deste ano, foi designado para a função de inspetor de controle externo na 6ª Inspetoria, onde Camargo é superintendente. Com o adicional de férias, seu salário no TCE-PR foi de R$ 59,6 mil no mês passado.
“Faço aqui um desagravo ao atual inspetor da 6ª Inspetoria [Silva], que tem meu apoio incondicional. Fala mansa, bonzinho, respeitoso, organizado, mas sério. E as pessoas temem pessoas sérias, mas só aqueles que devem. Foi por isso que fui tão atacado em tantos processos. Talvez por isso ele também esteja sendo tão atacado”, declarou Camargo.
PRISÕES
O ex-soldado do Bope Eleozir José da Silva, junto com outros dois militares, foi preso em dezembro de 2014, acusado de integrar um grupo responsável por chacinas em Curitiba e extorsão de traficantes. Foram atribuídos a eles 11 homicídios, com vítimas de 14 a 46 anos.
Em março de 2016, três meses após ter um habeas corpus aceito pela Justiça do Paraná, o ex-militar foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ao tentar fugir de uma abordagem. Com ele, foram encontrados um rádio comunicador, um revólver, uma pistola e uma balaclava. Silva estava suspenso de suas funções na PM.


