
Trump afirma que guerra contra o Irã está “quase no fim” (Foto: Instagram)
Em um pronunciamento na noite de quarta-feira (1°/4), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra contra o Irã está "quase no fim" e que deve ser finalizada em "duas ou três semanas". No entanto, ele não especificou uma data para o cessar-fogo nem apresentou um plano para alcançar um acordo.
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O conflito, que está prestes a completar cinco semanas, tem afetado a economia de diversos países, incluindo os Estados Unidos, e impactou negativamente os índices de popularidade de Trump, que estão nos níveis mais baixos de seu mandato.
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Apesar disso, Trump afirmou que todos os "objetivos militares americanos" foram atingidos. “Temos todas as cartas na mão. Eles não têm nenhuma”, declarou durante o pronunciamento na Casa Branca, o primeiro desde o início do conflito.
“Esta noite, tenho o prazer de dizer que esses objetivos estratégicos fundamentais estão perto da conclusão… Nessas últimas quatro semanas, nossas forças armadas conquistaram vitórias rápidas, decisivas e esmagadoras no campo de batalha – vitórias como poucas pessoas já viram antes”, destacou.
Anteriormente otimista em relação às negociações diplomáticas, nos quase 20 minutos de discurso, o presidente dos EUA não mencionou avanços nas conversas com o Irã. Ele reafirmou sua promessa de bombardear o país e levá-lo “de volta à Idade da Pedra” nas próximas semanas.
“Vamos atingi-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas. Vamos fazê-los regredir à Idade da Pedra, de onde eles pertencem”, enfatizou Trump. O país do Oriente Médio possui a terceira maior reserva de petróleo do mundo e uma das forças militares mais poderosas da região. Os iranianos também têm uma infraestrutura nuclear avançada, o que é o principal alvo do conflito com os Estados Unidos. O programa foi citado por Trump para justificar a ofensiva, argumentando que o Irã “não pode ter uma arma nuclear”. O norte-americano também lembrou o histórico de conflitos entre os EUA e o país persa. Desde a Revolução Islâmica de 1979, Teerã e Washington não mantêm relações diplomáticas.
“Desde o primeiro dia em que anunciei minha candidatura à Presidência, em 2015, jurei que jamais permitiria que o Irã tivesse uma arma nuclear. Esse regime fanático vem entoando ‘Morte à América, Morte a Israel’ há 47 anos”, afirmou.
Na fala, Trump também voltou a cobrar que países que dependem do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz ajudem a desbloquear a passagem. O local, por onde são transportados 20% do petróleo mundial, está fechado pelo Irã desde o início do conflito, impactando o fluxo do óleo ao redor do mundo.
“Eles dependem disso — e precisam agir. Nós vamos apoiar, mas eles devem liderar esse esforço e garantir a segurança do fluxo de energia do qual tanto necessitam”, disse, destacando que os Estados Unidos não dependem da importação de petróleo. Essa independência energética, no entanto, não protegeu os Estados Unidos de sofrerem os impactos. O preço da gasolina no país subiu para mais de US$ 4 por galão desde o início da guerra. O mercado também não recebeu bem a fala de Trump. Após o pronunciamento, o barril do petróleo brent voltou a subir e chegou a US$ 105.
Os objetivos da ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã incluem impedir o desenvolvimento de armas nucleares, destruir capacidades militares — incluindo o programa de mísseis e a força naval — e encerrar o apoio de Teerã a grupos e milícias na região, especialmente contra Israel. O conflito no Oriente Médio já dura 33 dias e provocou impactos significativos na estrutura de poder iraniana. Entre eles, a morte do aiatolá Ali Khamenei, além de outras figuras relevantes do governo. Apesar disso, o regime islâmico permanece ativo e indicou rapidamente um sucessor: o aiatolá Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder. Mesmo após essas perdas, o Irã mantém ações ofensivas na região, com ataques direcionados a instalações ligadas aos Estados Unidos, como bases militares e representações diplomáticas. As tentativas de mediação internacional, lideradas por países como Paquistão e China, ainda não resultaram em avanço concreto. Washington chegou a apresentar uma proposta de acordo, mas o governo iraniano rejeitou os termos e apresentou suas próprias condições para encerrar o conflito.
Alvo de críticas de Trump, o norte-americano não mencionou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no discurso. Mais cedo, ele voltou a classificar a aliança como um “tigre de papel”, ao questionar sua efetividade e o nível de compromisso dos países membros.
“A última coisa que eu precisava era da Otan se intrometendo em nosso caminho. Eles são um tigre de papel”, declarou Trump.


