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Mulher é absolvida 60 anos após condenação por se defender de tentativa de estupro

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Seis décadas depois de ter sido condenada por morder a língua de um homem que tentou estuprá-la, Choi Mal-ja, hoje com 79 anos, foi declarada inocente pela Justiça da Coreia do Sul. O tribunal distrital de Busan reconheceu na última quarta-feira (11), que a jovem de então 18 anos agiu em legítima defesa em 1964.

“Eu, Choi Mal-ja, sou finalmente inocente!”, declarou emocionada ao sair do julgamento.

Em maio de 1964, Choi foi atacada por um desconhecido de 21 anos que a derrubou no chão, a estrangulou e tentou forçar sua língua em sua boca. Na tentativa de escapar, ela mordeu parte da língua do agressor. Dias depois, o homem e amigos invadiram a casa da família e a ameaçaram. Ele então processou a mulher por lesão corporal grave, enquanto ela o denunciou por tentativa de estupro, invasão de domicílio e extorsão.

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A polícia chegou a prendê-lo, mas os promotores o liberaram e permitiram que respondesse em liberdade. O caso foi distorcido: o agressor acabou acusado apenas de invasão e extorsão, enquanto Choi foi levada a julgamento por ter causado “lesão corporal grave”. Durante o processo, foi submetida a um exame de virgindade e sofreu humilhações públicas. Juízes e promotores chegaram a sugerir que ela se casasse com o agressor. Condenada em janeiro de 1965 a dez meses de prisão, teve a pena suspensa após seis meses de detenção.

A injustiça marcou sua trajetória. Na casa dos 60 anos, Choi voltou a estudar, formou-se em uma faculdade à distância e, em 2020, inspirada pelo movimento #MeToo, pediu a revisão do caso. A Suprema Corte reconheceu, em 2023, que ela havia sido vítima de julgamentos parciais em uma sociedade marcada pelo patriarcado e determinou um novo processo.

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No julgamento deste ano, os promotores pediram desculpas, admitiram o erro histórico e reconheceram “sua dor e sofrimento imensuráveis”. A decisão pela absolvição foi comemorada por organizações de defesa dos direitos das mulheres no país.

Choi destacou que a luta nunca foi apenas por si mesma. “As pessoas diziam que o que eu estava fazendo era tão inútil quanto bater em uma pedra com ovos. Mas eu não podia deixar isso enterrado. Queria dar esperança às vítimas que enfrentaram a mesma situação que eu”, afirmou.

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