Médicos que atenderam Bolsonaro denunciam falta de pagamento da SES-DF

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Corredor externo cercado por grades e arame farpado na Papudinha, onde médicos ainda aguardam pagamento de plantões. (Foto: Instagram)

Pelo menos três médicos que prestaram atendimento ao ex-presidente Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha, afirmam não ter recebido pelos plantões realizados de janeiro a março deste ano. O pagamento inicial deveria ter sido efetuado em fevereiro.

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Os médicos, servidores da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), foram convocados para plantões no formato Trabalho por Período Definido (TPD) após decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que ordenou assistência médica 24h ao ex-presidente.

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O TPD é um tipo de hora extra usado pela SES para cobrir faltas de servidores e garantir assistência. Os servidores trabalham fora do horário normal para substituir ou reforçar equipes e recebem por isso.

Um dos médicos, que preferiu não se identificar, fez oito plantões, incluindo noturnos e de fim de semana, e tem cerca de R$ 15 mil a receber. A SES-DF ainda não se manifestou sobre o caso.

Os médicos deveriam registrar o ponto na SES, mas na Papudinha isso era feito manualmente em um caderno. Desde fevereiro, os plantões não foram incluídos nos contracheques, e a SUGEP informou que os registros deveriam ser protocolados no SEI.

Apesar de seguirem as instruções, os médicos não receberam pagamento desde fevereiro. A SES-DF alegou que o processo foi feito incorretamente, mas os médicos afirmam que só trabalharam sob promessa de pagamento via TPD.

O trabalho dos médicos foi mencionado em despacho do ministro Alexandre de Moraes que detalhava a rotina de Bolsonaro.

ATENDIMENTO EXCLUSIVO PARA BOLSONARO
Os médicos atendiam exclusivamente Bolsonaro durante os 57 dias em que esteve na Papudinha. "Atendíamos ele pelo menos três vezes ao dia, inclusive à noite", contou um médico. A equipe tinha também um técnico de enfermagem.

Os plantões terminaram em 26 de março, quando Bolsonaro recebeu prisão domiciliar. O atraso no pagamento já chega a quatro meses e, se não for resolvido, os médicos pretendem acionar a Justiça para receber.

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