
Ciclistas passam em frente a ipês-roxos ainda tímidos na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. (Foto: Instagram)
Neste ano, o desabrochar dos ipês-roxos está mais lento em Brasília. Diferente do ano anterior, quando as primeiras flores apareceram no final de maio, este ano as árvores estão mais "tímidas" em junho.
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As chuvas inesperadas deste mês elevaram a umidade do ar entre 55% e 90%, com temperaturas variando de 16°C a 26°C. Segundo o Inmet, o sol deve retornar em breve.
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A Novacap, responsável pelas áreas verdes do DF, explicou que os ipês costumam florescer durante a seca, de junho a setembro. O ciclo começa com os ipês-roxos, seguidos pelos amarelos, rosas e brancos.
“A quantidade e o momento da floração dependem do clima e da seca enfrentada pelas árvores”, afirmou.
Silimary Gonçalves, bióloga da UnDF, destacou que a floração dos ipês depende da temperatura e umidade. As flores, frutos e sementes aparecem antes do período chuvoso para garantir que germinem em solo úmido.
Se as chuvas forem esporádicas, as árvores podem adiar a floração, adaptando-se conforme a resiliência de cada uma. “A tendência é ajustar a floração ao período seco”, diz a bióloga.
Esse atraso pode impactar a fauna local, já que os ipês são polinizados por espécies que evoluíram junto a eles, podendo alterar o ciclo de vida desses animais.
“Herbívoros que dependem dos ipês podem ter suas atividades alteradas para se adaptar a essas mudanças”, conclui Silmary.



