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Grupo é detido por desviar R$ 3,5 milhões de empresário no DF

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Operação El Patrón prende oito suspeitos de golpe de R$ 3,5 milhões (Foto: Instagram)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta quarta-feira (13/5), oito indivíduos acusados de integrar uma organização criminosa responsável por um golpe que causou um prejuízo de cerca de R$ 3,5 milhões a um empresário de Planaltina (DF).

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Além das detenções, foi ordenado o bloqueio de contas bancárias dos suspeitos no valor de R$ 3,5 milhões e o confisco de bens adquiridos com o dinheiro do crime, incluindo um apartamento em Foz do Iguaçu (PR) e três propriedades em Porto Velho (RO).

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A Operação El Patrón foi lançada pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) para investigar o crime ocorrido em novembro de 2024. Naquela ocasião, os criminosos conseguiram acesso não autorizado à conta Gov.br da vítima e transferiram fraudulentamente empresas para o nome de uma jovem de 22 anos, residente em Foz do Iguaçu (PR).

A PCDF descobriu que a jovem estava ciente da fraude e recebeu R$ 50 mil para fornecer seus dados.

Desde novembro de 2024, a 16ª DP investiga o caso, identificando pelo menos 12 membros do grupo criminoso, espalhados por estados como Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Rondônia e Rio Grande do Sul.

O delegado-adjunto da 16ª DP, Veluziano Neto, explicou a ação do grupo. “Os criminosos conseguiram fraudar a senha do Gov.BR e antecipar créditos que a empresa tinha a receber no valor de R$ 3,5 milhões”, afirmou.

A Justiça decretou a prisão dos 12 envolvidos. Equipes da 16ª DP viajaram para São Paulo, Porto Velho (RO) e Foz do Iguaçu (PR) para executar prisões e outras medidas judiciais nesta quarta-feira (13/5). Nos demais estados, as ordens judiciais foram cumpridas com apoio das polícias civis locais.

EL PATRÓN
O nome da operação, El Patrón, refere-se ao líder da organização criminosa, que coordenava as ações do grupo. A expressão é usada para designar o “chefe” e é comum em regiões de fronteira, como Foz do Iguaçu, que faz divisa com o Paraguai, reforçando a ideia de hierarquia e organização do grupo investigado.

As investigações da PCDF continuam com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos.

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