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Lula convida Trump a aderir iniciativas contra crime organizado

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Presidente brasileiro e líder americano apertam as mãos na Casa Branca em reunião sobre combate ao crime organizado (Foto: Instagram)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou os Estados Unidos a participarem de iniciativas lideradas pelo Brasil para combater o crime organizado e transnacional. Este convite foi feito ao presidente Donald Trump durante uma reunião entre os dois líderes na Casa Branca.

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Durante o encontro, as discussões sobre segurança pública, especialmente ligadas a organizações criminosas, foram centrais. Lula ofereceu a Trump a possibilidade de se juntar a algumas iniciativas brasileiras, como a Polícia da Amazônia, o Consenso de Brasília e o novo programa “Brasil contra o crime organizado”.

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Em coletiva após a reunião, Lula comentou sobre o convite feito a Trump e revelou uma das propostas: “Criamos uma base em Manaus com representantes das polícias de países da América do Sul para combater o crime organizado, o tráfico de armas e drogas na fronteira brasileira. Se os Estados Unidos quiserem participar conosco, estarão convidados”, afirmou o presidente brasileiro.

O combate ao crime organizado tornou-se uma questão delicada na agenda bilateral com os Estados Unidos depois que a Casa Branca manifestou interesse em classificar organizações criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como terroristas. O governo federal acredita que essa classificação pode trazer complicações para o Brasil, inclusive possibilitando uma atuação militar dos EUA em território brasileiro. Segundo Lula, essa questão não foi discutida entre os dois líderes.

Uma das iniciativas que o Brasil já implementa no combate ao crime organizado foca na Amazônia. O Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI) foi estabelecido pela Polícia Federal do Brasil em cooperação com os estados amazônicos e conta com o apoio da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Este centro promove a coordenação entre os oito países que compõem a floresta amazônica.

Além do Brasil, a organização inclui Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Os objetivos da OTCA incluem a preservação da Amazônia, a melhoria da qualidade de vida das populações locais, o compartilhamento de informações e a promoção de ações conjuntas na região. O centro, localizado em Manaus, foi inaugurado em setembro de 2025 e reúne policiais dos países amazônicos e da Interpol para compartilhar informações e atuar conjuntamente na repressão ao crime na Amazônia.

Outra iniciativa é o Consenso de Brasília, fundado em maio de 2023, quando Lula reuniu todos os presidentes da América do Sul em Brasília. O objetivo do encontro foi promover a reintegração regional e buscar soluções coordenadas para o combate ao crime organizado. Fontes diplomáticas indicam que, dentro deste grupo, está sendo desenvolvida uma cooperação focada na troca de informações entre penitenciárias de países sul-americanos.

Um dos principais objetivos do Consenso de Brasília é desenvolver ações para bloquear o sinal de celular em penitenciárias, por meio da troca de informações e expertise entre os países para adotar medidas mais eficazes no controle dos presídios.

Na sexta-feira (8/5), o presidente Lula anunciou o lançamento do plano “Brasil contra o crime organizado”, dividido em quatro eixos principais: asfixia financeira, segurança máxima nos presídios, aumento da taxa de esclarecimento de homicídios e combate ao tráfico de armas.

O governo brasileiro também mantém um acordo bilateral com os Estados Unidos para combater o tráfico de drogas e armas. Segundo a Polícia Federal, centenas de armas originárias dos EUA são apreendidas mensalmente ao tentar entrar ilegalmente no Brasil. A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre apreensões nas aduanas dos dois países, facilitando investigações rápidas sobre padrões, rotas e conexões entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.

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