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Milton Maluhy, CEO do Itaú, é alvo de piadas por postura de “xerife” no caso Master

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Milton Maluhy, novo presidente do conselho da Febraban, adota tom de ‘xerife moral’ no setor financeiro (Foto: Instagram)

Recém-nomeado presidente do conselho de administração da Febraban, Milton Maluhy, CEO do Itaú, tornou-se alvo de ironias ao adotar um discurso em defesa da "moralidade" no setor financeiro.

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Durante reuniões internas da Febraban, Maluhy tem constrangido executivos de bancos e plataformas que distribuíram títulos do Master com cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

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Nas últimas semanas, o executivo intensificou sua agenda em Brasília para se apresentar como o novo presidente do conselho da entidade. Nessas conversas, Maluhy também responsabiliza concorrentes pela alavancagem do banco de Daniel Vorcaro.

A postura de "xerife" é questionada na Faria Lima e nos gabinetes de Brasília, que apontam o envolvimento do Itaú no caso Americanas, considerada a maior fraude corporativa do país. O CEO do Itaú é chamado de "santa puta" nesses círculos.

No episódio do Banco Master, as fraudes afetaram o Banco de Brasília e podem ter prejudicado fundos de pensão, mas a maioria dos clientes foi protegida pelo FGC. Já no escândalo da Americanas, credores, fornecedores e acionistas minoritários sofreram perdas estimadas em cerca de R$ 20 bilhões.

O Itaú aparece no caso das Americanas por ter participado das operações de crédito que sustentaram a fraude contábil. Procurado, o banco afirmou que a tentativa de envolvê-lo no caso é "leviana e criminosa".

Ex-executivos da varejista firmaram acordos de delação premiada, afirmando que executivos do Itaú não só tinham conhecimento das manobras contábeis, como também ajudaram na redação de documentos relacionados.

As delações resultaram na abertura de um novo inquérito investigando a suposta participação do Itaú e do Santander na fraude das Americanas.

Em mensagens obtidas pela PF, um executivo das Americanas escreveu que o Itaú aprovou uma redação específica, parabenizando os envolvidos. Outra mensagem questiona a retirada de informações de cartas, considerada "caso de vida ou morte".

Segundo a PF, executivos do Itaú foram "convencidos" a omitir operações de "risco sacado", o que impediu que auditorias detectassem a fraude contábil.

O Itaú já reconheceu parte dos fatos, mas afirmou que até 2017, as cartas traziam o saldo integral das operações. A partir de 2018, após discussões de mercado, os documentos passaram a refletir apenas operações contratadas diretamente pela Americanas.

Procurado pela coluna, o CEO do Itaú solicitou que as perguntas fossem enviadas à assessoria de imprensa, que respondeu sobre o caso Americanas negando qualquer participação na fraude e reiterando o compromisso ético do banco.

Sobre as críticas aos concorrentes que venderam títulos do Master, o Itaú comentou que Maluhy já se pronunciou publicamente sobre o tema.

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