Recentemente, Marina Sena recebeu críticas de internautas que sugeriram que ela deveria passar por um procedimento para clarear suas gengivas. A cantora rejeitou a ideia, afirmando que não faria a mudança por considerar que essa característica faz parte de sua identidade e ancestralidade. Após isso, o tema do peeling gengival voltou a ser discutido.
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A discussão trouxe à tona um ponto importante na odontologia estética: nem toda característica natural precisa ser alterada, pondera o dentista Anderson Bernal em conversa com a coluna de Fábia Oliveira.
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“O peeling gengival, também chamado de despigmentação gengival, é um procedimento que remove ou reduz manchas escuras causadas pelo excesso de melanina na gengiva. Essa pigmentação, na maioria das vezes, não indica qualquer doença ou alteração patológica, sendo apenas uma característica genética natural, comum em diferentes perfis étnicos”, explicou ele.
Ainda segundo o dentista, o tratamento pode ser realizado com laser de diodo, abrasão mecânica ou eletrocirurgia, promovendo a remoção superficial da camada pigmentada e permitindo a regeneração de um tecido com coloração mais clara.
“Embora seja um procedimento seguro quando bem indicado, o peeling gengival não deve ser tratado como uma tendência estética ou realizado de forma indiscriminada”, afirmou.
Bernal explica que a indicação deve ser individualizada, considerando fatores como saúde periodontal, harmonia do sorriso, expectativa do paciente e, principalmente, a motivação real para a realização do procedimento.
“Quando há um desconforto genuíno do paciente com a pigmentação gengival, após avaliação clínica adequada, o procedimento pode ser uma opção válida. Contudo, transformar características naturais em padrão de correção estética é uma lógica preocupante”, destacou.
Anderson Bernal ressalta que, nos últimos anos, a odontologia estética ampliou significativamente suas possibilidades técnicas: “Clareamentos, lentes dentais, harmonizações e outros procedimentos passaram a ser amplamente divulgados nas redes sociais, muitas vezes criando a percepção de que tudo precisa ser corrigido, clareado ou padronizado”.
Ele enfatiza que esse movimento pode gerar um efeito negativo: transformar individualidade em imperfeição. “Pigmentação gengival natural não é defeito. Faz parte da composição biológica, genética e, muitas vezes, ancestral do paciente. Como profissional, sou contrário à realização indiscriminada do peeling gengival exclusivamente por pressão estética ou influência de tendências digitais”, afirmou.
O especialista pontua que cada caso deve ser analisado individualmente, respeitando anatomia, identidade facial, contexto étnico e desejo. “O verdadeiro papel da estética está em valorizar a individualidade, e não apagar aquilo que torna cada sorriso único”, concluiu.


