
Ato da CUT-DF reúne manifestantes no Eixão Sul em 1º de Maio (Foto: Instagram)
Centenas de pessoas tomaram as ruas nesta sexta-feira (1º/5), Dia do Trabalhador, para participar de um ato organizado pela Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF). O evento reuniu manifestantes de esquerda no Eixão Sul, começando por volta das 10h.
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Entre as principais demandas estava o fim da escala 6×1, sem que houvesse redução salarial, além de melhorias nas condições de trabalho e valorização salarial, especialmente para trabalhadores de plataformas digitais.
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“Esse é um movimento político-cultural que reuniu famílias, militantes e partidos políticos. As principais pautas incluem a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, o fortalecimento das negociações coletivas no setor público e privado, além do combate ao feminicídio”, explicou Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF.
Após o ato, ocorreram apresentações musicais, atividades recreativas para crianças, como brinquedos infláveis, além de opções de alimentação e bebidas.
Durante a manifestação no Eixão Sul, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) relatou discussões entre manifestantes da direita e esquerda com posições ideológicas divergentes. Houve provocações e debates verbais, mas sem tumultos ou registros de violência.
“As equipes policiais agiram rapidamente para restabelecer a ordem pública, sem ocorrências graves”, informou a PMDF. As celebrações do Dia do Trabalhador na 106 Sul devem continuar até o final desta sexta-feira (1°/5).
As manifestações visam pressionar por mudanças na legislação trabalhista. Em 14 de abril, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei para acabar com a escala 6×1. Também está em tramitação na Câmara dos Deputados uma emenda à Constituição que propõe a redução da jornada de trabalho.
Na última quarta-feira (29/4), foi criada uma comissão especial para analisar o tema. Os partidos também tentam incluir na pauta de reivindicações o PL da Dosimetria, que beneficia condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente Lula havia vetado o projeto de lei, mas o veto foi derrubado pelo Congresso na quinta-feira (30/4).
Entre os parlamentares presentes no evento estavam Ricardo Vale (PT-DF), Gabriel Magno (PT-DF) e a senadora Leila do Vôlei (PSB-DF).


