
Senador Davi Alcolumbre (União-AP) durante sessão no Senado, após articulação com a oposição bolsonarista (Foto: Instagram)
Nos últimos dias, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem se aliado à oposição bolsonarista para tentar minar o Caso Master, que representa uma ameaça ao seu grupo político, e para planejar sua reeleição ao comando do Senado em 2027.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
A estratégia de Alcolumbre incluiu duas votações significativas: a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e a derrubada dos vetos de Lula ao PL da Dosimetria, que busca reduzir as penas dos condenados pelo 8 de Janeiro.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
A derrota de Messias era de interesse tanto para Alcolumbre quanto para a oposição, ambos desejavam enviar uma mensagem ao governo Lula. Além disso, Alcolumbre visava atingir o ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, que havia sido um dos principais apoiadores da indicação de Messias.
Há suspeitas de que a articulação para derrotar Messias pode ter envolvido o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o ministro do STF Alexandre de Moraes, ambos mencionados no Caso Master.
A derrubada dos vetos do PL da Dosimetria era do interesse dos bolsonaristas. Ciente disso, Alcolumbre adiou a votação por quatro meses, pautando-a para um dia após a rejeição de Messias. Ele fez um acordo com a oposição: em troca da derrubada dos vetos, que reduziria a pena de Jair Bolsonaro e outros, os bolsonaristas diminuiriam a pressão pela instalação da CPI do Master.
Com as derrotas do governo Lula nas indicações de Messias e na votação do PL da Dosimetria, Alcolumbre busca fortalecer sua posição junto aos parlamentares de direita para se reeleger presidente do Senado em 2027. A expectativa é que o Senado esteja mais alinhado à direita após as eleições de 2026, quando dois terços das cadeiras poderão ser renovadas.


