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Nefrologista explica quando inchaço nas pernas pode sinalizar problema renal

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Inchaço nas pernas pode sinalizar disfunção renal (Foto: Instagram)

O inchaço nas pernas é frequentemente ligado ao cansaço diário e, em alguns casos, pode indicar problemas cardiovasculares. No entanto, essa não é a única explicação possível. Quando o paciente acorda com o rosto inchado ou nota edema nas pernas que se intensifica durante o dia, é importante investigar possíveis alterações nos rins.

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O edema de origem renal possui características específicas: geralmente é mole e depressível, conhecido clinicamente como “cacifo”. Isso significa que, ao pressionar a pele com o dedo, uma marca visível se forma e demora alguns segundos para desaparecer.

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“Ele ocorre, principalmente, em três condições clínicas: síndrome nefrótica, síndrome nefrítica e doença renal crônica em estágios avançados. Edema, sobretudo quando é volumoso, sempre requer avaliação médica para identificar a origem do problema e definir a estratégia de tratamento mais adequada”, explica o nefrologista Lúcio Maurício Isoni.

De acordo com o especialista, observar o comportamento do inchaço pode ajudar na investigação clínica. Nos casos de síndrome nefrótica, o edema tende a ser mais “mole” e deixa marcas diante da pressão. É comum aparecer no rosto ao acordar e se concentrar nos tornozelos ao final do dia.

Já a síndrome nefrítica também provoca inchaço, mas costuma vir acompanhada de sinais como pressão alta e, em alguns casos, sangue na urina. Na doença renal crônica, o quadro geralmente aparece associado à elevação da creatinina e à redução do volume urinário.

“Esses padrões são fundamentais porque o tratamento varia conforme a causa. Diuréticos podem ser eficazes no edema nefrítico e na doença renal crônica, mas, em pacientes com síndrome nefrótica associada à hipovolemia — uma minoria dos casos —, uma diurese agressiva pode agravar o quadro”, alerta.

Diante de edemas volumosos ou persistentes, a avaliação médica é indispensável. Como as causas podem ser diversas, o diagnóstico preciso é essencial para orientar o médico. Entre os exames laboratoriais mais utilizados estão ureia, creatinina, proteinograma, pro-BNP e sorologias virais. “Exames de imagem podem ser necessários para identificar complicações como congestão pulmonar, derrame pleural e outras manifestações de retenção de líquido”, destaca o nefrologista.

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