
Variedade de frutas: equilíbrio e hidratação para manter o intestino saudável (Foto: Instagram)
A crença de que algumas frutas "prendem" e outras "soltam" o intestino é bastante difundida, mas não é uma regra fixa. O efeito depende do tipo de fibra presente, da quantidade consumida, do nível de hidratação e até do grau de maturação da fruta.
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“O intestino não responde a um único alimento isolado, e sim ao conjunto da dieta e dos hábitos diários. Classificar frutas como ‘boas’ ou ‘ruins’ para o intestino é uma simplificação”, explica o médico clínico e cirurgião geral Marcelo Bechara.
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Frutas como mamão e ameixa são conhecidas por ajudar o intestino, mas atuam de maneiras distintas. O mamão contribui para a regulação por sua combinação de fibras e alto teor de água, enquanto a ameixa, especialmente a seca, tem um efeito mais laxante.
A banana é outro exemplo comum de dúvida. Quando ainda está verde, tende a prender o intestino devido à maior quantidade de amido resistente. Já madura, seu efeito é mais regulador.
No caso da maçã, a forma de consumo influencia diretamente no efeito. Com casca, ela oferece mais fibras insolúveis, que ajudam o intestino a funcionar melhor. Sem casca, pode ter efeito constipante em algumas pessoas.
Apesar dos benefícios, consumir frutas não resolve o problema sozinho. A ingestão de líquidos é essencial para que as fibras cumpram seu papel.
Outro ponto importante é a quantidade. Comer frutas em excesso pode levar a sintomas como gases, estufamento e até diarreia, dependendo da sensibilidade individual.
As fibras alimentares são fundamentais para o bom funcionamento intestinal e atuam de formas diferentes. Fibras solúveis ajudam a regular o trânsito intestinal, enquanto fibras insolúveis estimulam o movimento do intestino.
Na prática, melhorar o funcionamento do intestino envolve um conjunto de hábitos: variar o consumo de frutas, incluir vegetais, beber água regularmente e manter o corpo em movimento.
Alterações intestinais persistentes devem ser avaliadas, principalmente quando vêm acompanhadas de sinais de alerta, como dor abdominal frequente, sangue nas fezes ou perda de peso inexplicada.


